17 de outubro de 2018 - 02:33

Brasil

24/07/2018 21:50

Aconteceu ontem, 23 de Julho, o primeiro dia da 43ª edição da Casa de Criadores.

No line-up da noite, apresentaram-se:

Sou de Algodão: "Sou de Algodão", uma campanha desenvolvida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com diversas ações para incentivar o uso da fibra na indústria têxtil do país participou pela primeira vez da Casa de Criadores. Para a sua estreia, o movimento realizou um desfile que apresentou colaborações inéditas e show ao vivo da cantora baiana Xênia França.

O desfile elaborado teve como objetivo incentivar o uso da matéria-prima na indústria da moda e, para isso, o Sou de Algodão, com a curadoria de André Hidalgo, convidou 16 estilistas que se destacaram na história da Casa de Criadores para criarem looks em algodão, em colaboração com 16 marcas parceiras do movimento. Fernando Cozendey para Track&Field, Ben (Leandro Benites) para Martha Medeiros, Isaac Silva para Bordana, Weider Silveiro para Inbordal, Renata Buzzo para Mon Petit, Neriage (Rafaella Caniello) para Toalhas Appel, Felipe Fanaia para Estyllus, Rocio Canvas (Diego Malicheski) para Cor com Amor, Rober Dognani para Cataguases, Diego Fávaro para ITM Têxtil, Igor Dadona para Cêdro Têxtil, Ken-Gá (Livia Barros) para Mensageiro dos Sonhos, Martins.Tom para Ahmar Manifesto, Another Place (Rafael Nascimento) para Santanense, Alex Kazuo para Vicunha e Heloisa Faria para Canatiba foram as collabs presentes no evento.

A beleza do desfile ficou por conta de Lau Neves pela MAC.

D-AURA: A leitura do primeiro volume do "Mil Platôs" de Deleuze e Duatarri, intitulado "Rizoma" resvala no constante convite à inquietação e à criação baseada na experimentação. Esse convite surge como primeiro grande disparador da nova coleção que leva o nome do capítulo.

A coleção traz a intenção de buscar algo além, também explorado pelos autores. Ao tentar dissecar o significado de Rizoma, eles trazem principalmente a questão da não linearidade, da não construção sob sistemas e regras. É aqui mais uma vez o convite à inquietação, à quebra. A coleção apresentada trouxe esse significado para dentro do shape da D-AURA.

PALETA DE CORES: preto, branco, cru e verde musgo.

TECIDOS: gaze de algodão, tafetá de poliamida, sarja de viscose, linho.

DETALHES: trabalho com elementos metálicos em todas as peças.

PARCERIAS: joias por LE TOLENTINO x D-AURA

CAJÁ: A coleção Conexões transita por diferentes sentidos e valores, e conectando a moda manual com a urbana. Ela relaciona mulheres de diferentes vivências e que acreditam no potencial da união. Pensado para o universo urbano e as diversas formas de existência e resistência dentro da cidade, ela une o estilo confortável e esportivo com a elegância e sofisticação.

A escolha das cores é um processo muito importante e um start para a coleção, nessa primeira história a marca optou por cores vivas como o pink, laranja, vermelho e azul royal, com o intuito que elas sejam mais presentes no cinza da cidade. Os tecidos foram escolhidos considerando o clima tropical e as mudanças de temperatura na cidade de São Paulo. Além do algodão a coleção traz tecidos como sarja, moletom e malharia, que estão bastante presentes no cotidiano da vida urbana. Todas essas escolhas e construções da Cajá se destina a atender às mulheres que possuem uma dinâmica de constante mudança e habitam diferentes ambientes em seu dia a dia.

MARTINS, TOM: Nessa 5ª coleção, a Martins, Tom fez uma mistura poética: o urbano do grunge com o conforto do pijama. Dessa mistura saíram looks com diversos xadrezes, listras e tecidos lisos, tudo com a clássica e democrática modelagem oversized da marca.

Robes e pantalonas ganharam um ar urbano e se combinam com camisas e casacos amplos em flanelas e jeans. Nos pés a marca trouxe uma sandália com pele fruto da nossa parceria com a Rider e is acessórios foram feitos em alumínio em parceria com a designer Jana Favoreto.

A beleza foi assinada pelo maquiador da MAC Helder Rodrigues.

OCKSÅ: Identidade foi o que guiou a Också nesta temporada. Com uma coleção desenvolvida de forma altamente intuitiva, a marca explorou, a partir de um novo olhar, técnicas básicas de costura com o intuito de resgate. A união de pessoas e ideias, fatores e materiais, métodos e execução transfigura-se na essência da marca.

O estilista Igor Crivellaro propôs um questionamento sobre as dualidades, utilizando-se do contraponto entre materiais orgânicos e sintéticos, ou modelagens minimalistas e shapes descontruídos. A coexistência desses elementos traduz-se de forma híbrida. A utilização da cor preta traz consigo um misto de simbolismos e representa a ideia de fusão, já que é formada pela junção de todas as cores. Ainda nesta coleção, juntamente com a label espanhola AGUSTEMS, a marca lançou 5 modelos versáteis de bolsas desenvolvidas em canvas e pintadas à mão.

label reafirmou suas parcerias com os calçados Melissa e tecidos Vicunha. A direção de arte da Roberta Maria de Padua acrescida da performance audiovisual do grupo Teto Preto ambientaram o mood da passarela. A beleza foi assinada pelo maquiador da MAC Guilherme Casagrande.

Fotos:Créditos: Ricardo Toscani


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