06 de junho de 2020 - 11:01

Brasil

22/01/2020 07:16

Sem demanda da China nos EUA, mercado recua em Chicago

Por volta de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 3,75 e 4 pontos nos principais contratos.

Assim, o vencimento março tinha US$ 9,26, o maio US$ 9,39 e o julho, US$ 9,51 por bushel. O mercado seguem esperando por compras efetivas de soja pela China nos EUA, o que ainda não aconteceu de forma significativa depois da assinatura da fase um do acordo comercial entre os dois países na semana passada.

"Uma semana como poucas novidades fundamentais pode ser influenciada tambem por possíveis compras de soja americana pela China", diz o consultor Steve Cachia, da AgroConsult e da Cerealpar.

Mais do que isso, a nação asiática já deu início às comemorações do Ano Novo e assim, "poucos acreditam que grandes volumes possam ser negociados nestes próximos dias, somente na próxima semana em diante", diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Enquanto isso, no Brasil, as exportações continuam caminhando em ritmo forte e começam 2020 com números que impressionam, segundo analistas e consultores.

De acordo com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o acumulado das vendas brasileiras em janeiro chega a 761,2 mil toneladas. "E ainda há duas semanais inteiras (de dados) para fechar o mês, o que pode levar as compras a superarem 1,3 milhão de toneladas, com sinais de potencial para chegar a 1,5 milhão", diz Brandalizze.

Ainda como explica o executivo da Cerealpar, frente a esta falta de novidadades - também no horizonte geopolítico - o mercado internacional sente ainda alguma pressão do avanço da colheita no Brasil. Os trabalhos de campo já estão concluídos em 2% da área, com o Mato Grosso liderando o avanço.

"E por enquanto, o mercado ainda ignora comentários de perdas provocadas pela seca no RS e Argentina", complementa Cachia.


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