24 de junho de 2018 - 17:34

Polícia

07/06/2018 09:45 Jornal do Onibus

Após ser enterra viva bebê segue internada em UTI

A Polícia Judiciária Civil de Canarana (823 km a Leste) realizou autuação em flagrante pelo crime de homicídio tentado praticado pela bisavó do bebê recém-nascido indígena enterrado vivo. A criança foi resgatada por policiais civis e militares na noite de terça-feira (05).

A bisavó Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi ouvida e alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

Na decisão, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara de Canarana, a ordem pública como motivo para determinar a prisão preventiva de Kutsamin. Ela deve responder por tentativa de homicídio.

A bebê está em Cuiabá no Hospital Santa Casa, de acordo com os médicos a menina está com hipotermia grave e teve distúrbio de coagulação. Diante do quadro debilitado, ela terá de receber atendimento com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Médicos da Santa Casa informaram a reportagem do Jornal do Ônibus que a criança está com hemorragia interna, e para viver só basta um milagre de Deus.

Parto

A mãe da criança, de 15 anos, sentiu contrações e deu à luz no banheiro da casa. O bebê teria batido a cabeça no chão e não teve reação após o nascimento, segundo a família.

A mãe da adolescente e a mãe do bebê foram ouvidas na delegacia e liberadas.

“Ela confessou que cortou o cordão umbilical do bebê e, por não ter chorado, ela acreditou que a menina estava morta. Ela fez o enterro do bebê na cultura deles, sem comunicar às autoridades”, disse ao G1 o delegado Deuel Paixão de Santana.

Resgate

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por seis horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A menina está no Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanha a situação com a família e a bisavó.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), a família trata-se de uma etnia residente no Parque Nacional do Xingu.


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