17 de outubro de 2018 - 00:58

Polícia

17/07/2018 21:08

Cliente denunciou >Doutor Bumbum> por procedimento de >cura neural>

Médico tentou receber R$ 50 mil por dívida, mas ação foi considerada improcedente

BRASÍLIA - O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido por "Doutor Bumbum", acusado de provocar a morte de uma bancária após realizar um procedimento estético dentro de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio, foi denunciado no Conselho Regional de Medicina (CRM) pelo procedimento denominado de "cura neural" , segundo consta em um processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Em uma ação contra clientes, ele pediu o pagamento de dívida e indenização por danos morais no valor e R$ 50 mil. No entanto, o pedido foi considerado improcedente.Na decisão de maio do ano passado, o juiz substituto da 1ª Vara Civil do Distrito Federal José Rodrigues Chaveiro Filho relata que a cliente recebeu informação do CRM que os procedimentos realizados "não eram de reconhecidos pelo Conselho". Justificou que o médico se negou a emitir a nota fiscal pelo serviço e ainda informou dados de conta bancária de terceira pessoa para a realização do depósito. A defesa do "Doutor Bumbum" alegou que foi " aplicada toxina botulínica como terapia psicossomática". 

 

Em sua página na internet, o “Doutor Bumbum” destaca a prática da “medicina do futuro”. “Passei um tempo evoluindo meus conhecimentos em cursos no exterior, e dentre as muitas técnicas e terapias que conheci e estudei, a Terapia neural”, relata.

No processo, há cópia de mensagens de Whatsapp com publicidade em relação ao procedimento com o nome da clínica em que o médico trabalha e inclusive com mensagens enviadas por ele. Segundo o juiz, 'não há nos autos sequer cópia de prontuário médico" e caberia a Denis Furtado demostrar que "o tratamento ministrado tem respaldo na literatura médica". O "Dr Bumbum" foi condenado a pagar as custas processuais e os honorários dos advogados. A defesa do médico entrou com recurso, mas foi negado.

Em outro caso, o médico também recorreu à Justiça para recuperar bens e valores apreendidos em uma operação policial realizada em 2017 em uma clínica apontada como clandestina no Lago Sul, área nobre de Brasília. Na ocasião foram recolhidos cheques, material hospitalar e armas. O Ministério Público se manifestou pelo deferimento do pedido por entender que os bens apreendidos não interessam ao processo.

Denis Furtado tem registro no CRM-DF, mas o órgão informou que os processos são sigilosos. Em nota, o conselho disse que ele não possui especialidade registrada no órgão e que responde a um processo ético-profisisonal. "Em março de 2016, o médico foi alvo de uma interdição cautelar para o exercício da profissão, a qual foi suspensa três meses depois pela Justiça", diz o texto.

A advogada Naiara Baldanza disse que não vai comentar sobre os processos. Por meio de nota, ela afirma que “muitas das informações que estão circulando na internet e redes sociais acerca do médico são inverídicas”. Questionada sobre a localização do médico que está foragido, a advogada disse que não daria mais informações.

 

 


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