16 de outubro de 2018 - 23:51

Polícia

31/07/2018 18:41

CPI "sairá do papel" . Deputada cita 24 deputados grampeados

 Janaina Riva, A deputa estadual (MDB) confirmou que vai buscar a implantação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos grampos na Assembleia Legislativa. A proposta da parlamentar acontece após o cabo Gerson Luiz Correa Junior, acusado de ser o operador das interceptações telefônicas ilegal, acusar o governador Pedro Taques e o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, de serem os líderes do esquema que atuou no Estado entre 2014 e 2015. 

A parlamentar também ressalta que caso tenham elementos contundentes que provem a participação do governador, vai pedir o Impeachment do gestor. “Precisamos estudar os argumentos e elementos que comprovem a improbidade administrativa para poder julgar um pedido que seja contundente, sério, com embasamento jurídico e não para fazer apenas um pedido por fazer”, disse ela. 

 
 

Para abertura da CPI são necessárias, no mínimo, oito assinaturas dos parlamentares. Na primeira tentativa da abertura da Comissão em 2017, apenas cinco avalizaram a implantação. Além de Janaína, foram favoráveis a comissão os deputado Alan Kardec (PDT), Silvano Amaral (MDB), Valdir Barranco e Zeca Viana (PDT).

Porém, Janaina acredita que o depoimento do cabo pode ser fundamental para que outros parlamentares assinem o requerimento de implantação da CPI. “Agora é tentar coletar as assinaturas e fazer um novo requerimento de CPI. Com a confissão do cabo Gerson, acredito que não teremos mais dificuldades de conseguirmos as oito assinaturas necessárias”, comenta.

Para ela, o fato de todos os deputados terem sido citados por Gerson como grampeados agrava a situação. Além disso, ela explica que a sociedade precisa de respostas sobre a motivação dos grampos e quem estava envolvido. 

“Até porque nós tivemos uma declaração do cabo dizendo que 24 deputados foram grampeados, não foi só eu como parlamentar que foi grampeada. Acho também que será uma forma de mostrarmos para a sociedade se de fato os deputados tem interesse ou não de esclarecer o caso dos grampos. Porque ficou muito confuso aos olhos da sociedade, porque ninguém fez nada quando surgiram as denúncias há quase um ano atrás”.

A deputada comenta que o processo eleitoral que se inicia é um momento oportuno para que os parlamentares se manifestem no plenário da Assembleia. Segundo ela, nas bases, o posicionamento da maioria absoluta dos deputados é outro. “Os deputados vão para o interior e fazem um discurso muito diferente do que realizam no plenário, que geralmente é uma defesa ao governo. Geralmente, eles encobrem as ações descabidas do Governo e que na minha opinião pode ter mais publicidade”, assinala.


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