12 de dezembro de 2018 - 00:48

Polícia

22/11/2018 13:07

Empresário de MT é preso em Londrina acusado de envolvimento com megatraficante

O empresário Mauro Laurindo da Silva, sócio de uma empresa (Fama Serviços Administrativos) em Mato Grosso investigada pelo suposto pagamento de propina a políticos e que recebeu repasses de doleiros ligados ao megatraficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, é um dos presos da ‘Operação Sem Saída’, deflagrada nesta quinta-feira (22), pela Polícia Federal. As informações são do UOL.
 
Conforme a reportagem, a informação foi confirmada por uma fonte da Polícia Federal ligada à investigação. Mauro foi preso em Londrina (PR) e é sócio da empresa, que seria investigada, entre outras coisas, pelo envolvimento no esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT).
 
Durante investigações da Polícia Federal, os agentes descobriram que a empresa recebeu R$ 238 mil em depósitos feitos pelo doleiro Carlos Alexandre da Rocha, o Ceará, a pedido de Cabeça Branca. Desde então, o órgão passou a investigar as relações entre o traficante e empresa, identificada como Fama Serviços Administrativos.
 
A partir de então, a empresa, que já vinha sendo investigada por autoridades locais pela suposta distribuição de propina a políticos de Mato Grosso, passou a ser também alvo de investigações para apurar suas ligações com o narcotráfico.
 
“Tem uma empresa que é investigada por corrupção, envolvendo o Detran, em Mato Grosso, que também auxiliava o ‘Cabeça Branca’ na lavagem de dinheiro. Isso foram o que os indícios nos apontaram”, disse o delegado da Polícia Federal, Roberto Biasoli, responsável pelo caso, durante entrevista coletiva.
 
Além disto, o delegado também revelou que dois caminhões apreendidos anteriormente com 1,5 toneladas de cocaína estavam registrados no nome desta mesma empresa.
 
A denominada Operação Spectrum está em sua 4ª fase ostensiva, tendo até o momento arrecadado aproximadamente 500 milhões de reais em patrimônio da organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas que somadas representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares no Estado do Mato Grosso.
 
Aproximadamente 100 policiais federais cumprem 18 ordens judiciais em Curitiba no Paraná e em Brasnorte, Tapurah, Juara, Nova Maringá e Cuiabá no Mato Grosso, dos quais 2 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, cujo objetivo é reunir elementos probatórios da prática dos crimes de Lavagem de Dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, Organização Criminosa, Associação para o tráfico internacional de drogas, dentre outros delitos.
 
Somente nesta ‘Operação Sem Saída’ o patrimônio arrecadado será de mais de 100 milhões de reais, considerando que somente em fazenda são mais de 11 mil hectares.
 
Esta é a maior operação da história da Polícia Federal na desarticulação patrimonial de organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

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