07 de julho de 2022 - 00:44

Agronegócio

28/04/2022 07:51

Exportação dos Cafés do Brasil gera US$ 7,2 bilhões de receita cambial em 12 meses

Foram vendidas ao exterior 39,70 milhões de sacas de café de 60kg ao preço médio de US$ 181,28 a unidade no período de abril de 2021 a março de 2022

As exportações dos Cafés do Brasil, no período de abril de 2021 a março de 2022, incluindo as espécies de Coffea arabica e de Coffea canephora (robusta e conilon), atingiram um volume físico equivalente a 39,70 milhões de sacas de 60kg, que geraram receita cambial de US$ 7,19 bilhões. Nesses últimos 12 meses em destaque, o preço médio da saca de café vendida ao exterior foi de US$ 181,28.

Nesse contexto das exportações dos Cafés do Brasil, vale salientar que os volumes de cafés vendidos, e suas respectivas receitas cambiais, nos últimos cinco anos, considerando os meses de janeiro a dezembro, foram, respectivamente: 30,92 milhões de sacas de 60kg com receita de US$ 5,25 bilhões, em 2017; 35,64 milhões de sacas e US$ 5,15 bilhões, em 2018; 40,70 milhões de sacas e US$ 5,11 bilhões, em 2019.

Na sequência desse quinquênio, registre-se que em 2020 o volume físico exportado somou 44,71 milhões de sacas, com US$ 5,66 bilhões; e, por fim, destaque-se que o volume físico de café exportado foi de 40,60 milhões de sacas em 2021, com a receita cambial de US$ 6,28 bilhões.

Vale ressaltar que esses números da performance das exportações brasileiras de café, entre outros dados relevantes do setor, constam do Relatório mensal março 2022, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Em consonância com esta análise, ora em destaque, especificamente em relação às exportações de março deste ano de 2022, os Cafés do Brasil vendidos ao exterior totalizaram 3,62 milhões de sacas, com receita cambial de US$ 865,12 milhões ao preço médio de US$ 238,84 por unidade. Além disso, no mês de março de 2021, o volume de café exportado foi de 3,85 milhões de sacas, as quais tiveram receita de US$ 510,95 milhões ao preço médio de US$ 132,57 cada saca. Assim, na comparação de março de 2021 com março de 2022, verifica-se que o volume exportado teve redução de 6% e, em contraponto, a receita cambial registrou incremento expressivo de 69%.

Conforme o Relatório mensal março 2022, do Cecafé, especificamente em relação ao primeiro trimestre deste ano, os Estados Unidos permaneceram como os principais importadores dos Cafés do Brasil. Assim, os norte-americanos adquiriram 2,10 milhões de sacas, volume 3,3% inferior as 2,17 milhões de sacas adquiridas no mesmo período em 2021. Contudo, esse volume representa 19,9% das exportações totais dos cafés brasileiros no primeiro trimestre de 2022. E, a Alemanha, com participação de 17,8%, importou 1,88 milhão de sacas, volume 8,7% menor que o primeiro trimestre do ano anterior, e, assim, ocupou o segundo lugar no ranking de importadores. Na sequência, destacam-se a Bélgica, com a compra de 1,12 milhão de sacas (+29,7%); Itália, com 910.727 sacas (+0,9%); e Japão, com a aquisição de 481.498 sacas (-22,4%).

Finalmente, recomendamos a leitura completa do presente Relatório do Cecafé, o qual, entre outros pontos relevantes, traz como divulgação, na seção Cafeicultura Sustentável, o artigo ‘Boas práticas agrícolas tornam a cafeicultura brasileira carbono negativo’, que destaca que a cultura do café com manejo conservacionista tem “(...) um balanço negativo de carbono de 10,5 toneladas de CO2eq por hectare ao ano, evidenciando que a cafeicultura brasileira é um importante ativo para a mitigação das mudanças climáticas”. E, além disso, que “(...) o Projeto Carbono do Cecafé apresenta, cientificamente, que a cafeicultura brasileira é um ativo fundamental para contribuir com a redução das emissões de gases associados às mudanças climáticas, retendo mais do que liberando gás carbônico na atmosfera”.

Fonte: Embrapa Café


Telefone para contato

(65) 3358-5258

© copyright 2018 Todos os direitos reservados.