Inicia julgamento de policiais acusados de matar delator do PCC

Polícia Julgamento 22/06/2026 08:32 Estadão Conteúdo noticiasaominuto.com.br

Nesta segunda-feira (22), começou o julgamento de três policiais militares acusados de matar Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, um delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O crime chocou o país e envolve uma execução com tiros de fuzil.

Nesta segunda-feira, 22, começa o tribunal do júri dos três policiais militares acusados pela execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC, que morreu aos 38 anos, em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele era investigado por lavagem de dinheiro para a facção e estava colaborando com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em uma das maiores investigações contra o crime organizado dos últimos anos.

  • O crime aconteceu em novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
  • Antônio Vinícius Lopes Gritzbach era um delator do PCC e foi morto a tiros de fuzil.
  • Três policiais militares são acusados de serem os executores e estão sendo julgados.
  • O ataque também matou um motorista de aplicativo de 41 anos que estava no local.
  • Os réus podem pegar mais de 50 anos de prisão se condenados.

O ataque também matou o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, que foi baleado nas costas dentro do terminal. Este crime é uma das maiores demonstrações recentes do poder de fogo do crime organizado.

Três réus serão julgados por envolvimento direto no crime: o soldado Ruan Silva Rodrigues e o cabo Denis Antônio Martins, apontados como os atiradores, e o tenente Fernando Genauro da Silva, acusado de dirigir o carro que levou a dupla até o aeroporto.

Os policiais estão presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes e são acusados de dois homicídios consumados qualificados e duas tentativas de homicídio qualificadas, já que outras duas pessoas ficaram feridas. Eles podem pegar no mínimo 51 anos de cadeia, sendo 21 anos apenas pelo assassinato de Gritzbach.

O advogado dos réus, Claudio Dalledone Júnior, afirmou que eles negam envolvimento no crime. Ele disse que as investigações não têm provas suficientes e que o julgamento promete ser longo e complicado.

Como será o julgamento

Os jurados terão uma tarefa difícil. Para decidir se os réus são culpados ou inocentes, eles terão de responder a 90 perguntas sobre todas as circunstâncias do crime. A defesa dos policiais tem apenas uma tese: eles negam ter cometido o crime.

O julgamento deve durar uma semana, até a próxima sexta-feira. A denúncia foi feita pelo MP-SP em março do ano passado. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que, além dos três réus, 21 testemunhas serão ouvidas. O promotor Rodrigo Merli disse que vídeos serão mostrados e que policiais também serão ouvidos.

Três denunciados ainda estão foragidos, incluindo um olheiro que estava no aeroporto no dia do crime, chamado Kauê do Amaral Coelho, e dois suspeitos de serem os mandantes da execução: Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, que é primo de Coelho. As defesas desses três não foram encontradas.