28 de maio de 2022 - 22:23

Cultura

"Arraiá Cultural RJ": governo vai lançar edital voltado para festas juninas contemplando 100 propostas culturais

Chamada vai garantir investimento de R$ 7.25 milhões à cultura fluminense

O mês de junho está chegando e, com ele, se aproxima uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros: a Festa Junina. Para comemorar o momento de retomada das atividades, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) vai lançar, ainda em maio, o inédito edital "Arraiá Cultural RJ". A chamada pública vai investir R$ 7.25 milhões na cultura fluminense.

O edital vai ser dividido em duas categorias. Na categoria A, dedicada à apresentação de quadrilhas juninas, serão contempladas 100 propostas culturais, no valor de R$ 50 mil cada. Já na B, voltada para festivais de quadrilhas juninas, o "Arraiá Cultural" vai atender 15 projetos, com o valor de R$ 150 mil para cada um. 

- Neste momento de retomada, nada melhor do que lançar um edital que, além de ser inédito no Rio de Janeiro, vai atender uma parcela da população muito afetada nos últimos dois anos: os produtores culturais de festas e quadrilhas juninas. Este é um segmento que representa tão bem não só a cultura fluminense, mas de todo brasileiro - ressalta a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.  

Para participar do edital, os proponentes precisam ser pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, podendo ser Microempreendedor Individual (MEI), estabelecido no Estado do Rio de Janeiro, que seja comprovadamente representante de uma ou mais quadrilhas juninas. A proposta precisa ser executada presencialmente em território fluminense.
  
Seguindo o objetivo de universalizar o acesso à cultura, será respeitada a porcentagem de 40% do número de prêmios disponibilizados para a capital e 60% do número de prêmios a ser direcionado para os municípios das demais regiões, considerando o que dispõe o Sistema Estadual de Cultura. Proponentes contemplados em outros editais não estão impedidos de concorrer ao "Arraiá Cultural".

Arraiá Cultural - Entenda as categorias

Categoria A - Apresentação de Quadrilha Junina: o proponente vai precisar realizar, no mínimo, uma apresentação de quadrilha junina, composta por, pelo menos, 12 pares, desenvolvendo inúmeras figurações coreográficas, ordenadas por um "marcador", que orienta os movimentos dos participantes. A realização deve respeitar denominações e movimentos tradicionais e incorporar criações adaptadas pelos marcadores.

Categoria B - Festival de Quadrilhas Juninas: evento aberto ao público, reunindo apresentações de, no mínimo, cinco quadrilhas juninas, podendo ser ou não oriundas do mesmo município no qual o festival é realizado, a ser organizado por Associação, Federação ou Liga com comprovada atuação na área.

 

Política de editais

Nos últimos anos, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa fortaleceu a política de editais, fundamental para o fomento da classe artística. Apenas em 2021, através do Pacto Cultural RJ, cinco diferentes chamadas públicas foram realizadas, premiando mais de quatro mil projetos em todas as regiões do estado, com investimento total de R$58.870,00 milhões. O cronograma contou com editais inéditos dentro do Rio de Janeiro, como o Povos Tradicionais e o Cultura Inclusiva nas Redes.


Prêmio Jejé de Oyá: Cerimônia será realizada na próxima sexta-feira (29)

A cerimônia de gala do ‘Prêmio Jejé de Oyá – Aos Personagens Negros – edição 2022’ será realizada na próxima sexta-feira (29), a partir das 19h, no Cine Teatro Cuiabá. O evento conta com apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, integrando a programação em comemoração ao aniversário de 303 anos da capital.

O Prêmio Jejé de Oyá tem como objetivo reconhecer os personagens negros de Cuiabá e da Baixada Cuiabana pelas histórias de luta, resistência, produção independente, capacidade criativa, empreendedorismo comercial e cultural, conhecimento educacional científico, merecimento e pertencimento étnico racial-religioso. Nesta edição, seis personagens de destaque social foram homenageados e profissionais que se destacam em dez áreas de atuação serão premiados, após serem escolhidos por um júri técnico que observou pontos relevantes como: sociedade, profissionalismo, competência e comprometimento.

Conforme o idealizador do prêmio, Jeferson Bertoloti, além dos convidados e homenageados, aqueles que desejarem prestigiar a premiação podem retirar seus ingressos no Cine Teatro Cuiabá doando 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Associação Fome Não (AFON). O atendimento será a partir desta terça-feira (26) até a próxima quinta-feira (28), das 8h às 18h.

“Estamos arrecadando 2 kg de alimentos para trocar por um ingresso. Aqueles que não tiverem como trazer os 2 kg, podem trazer 1kg, assim como existem pessoas que podem doar mais de 2kg, o importante é que doem e ajudem essa causa cultural e solidária”, pontuou Betoloti.

O evento é realizado pela Bemtivi Academia de Arte, em parceria com o Instituto Cultural Casarão das Artes, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte E Lazer, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Assembleia Social, Cine Teatro De Cuiabá, Grupo Cena Onze, Cooperflora, Grana Preta e da Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB-MT.

Jejé de Oyá

José Jacintho Siqueira de Arruda, colunista social, alfaiate e carnavalesco, filho biológico do casal Egídio Nunes de Arruda e Benedita de Siqueira, nasceu em Rosário Oeste em 03 de junho de 1934, ainda criança foi acolhido em Cuiabá na casa de Catarina Monteiro da Silva Cuiabano onde foi adotado por Crescêncio Monteiro da Silva e Luiza Monteiro da Silva.

Figura histórica do carnaval cuiabano desfilou nos bailes, clubes, blocos e avenidas da cidade nos carnavais de 1954 a 2010. Participou de grandes e importantes momentos da história social e política mato-grossense. Jejé como era conhecido desde criança, marcou sua época como símbolo maior da luta contra o preconceito racial e sexual. Ganhou a simpatia da capital sendo eleito em consulta popular do jornal Diário de Cuiabá como a personalidade que tinha a “cara da cidade”, entre outras honrarias públicas foi condecorado como Comendador do Comércio Mato-grossense e após seu falecimento em 11 de janeiro de 2016 em sua residência em Cuiabá o governo do Estado de Mato Grosso sancionou uma lei reconhecendo o decano Jejé de Oyá como Patrono do Colunismo Social Mato-grossense.


Grande Rio é campeã, pela primeira vez, do carnaval do Rio

São Clemente ficou em último lugar e foi rebaixada

A Grande Rio é a campeã do carnaval do Rio do Grupo Especial, pela primeira vez em sua história. Com o enredo Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu, a escola obteve nota 269,9.

Em segundo lugar, ficou a Beija-Flor. Com o enredo Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor, a escola obteve nota 269,6.

A terceira posição foi ocupada pela Viradouro, com o enredo Não há Tristeza que Possa Suportar Tanta Alegria. A escola teve nota 269,5.  A quarta colocação coube à Vila Isabel, com o enredo Canta, Canta, Minha Gente! A Vila é de Martinho, com 269,3. A quinta posição ficou com a Portela, com Igi Osè Baobá, com nota 269,2. O sexto lugar coube ao Salgueiro, com o enredo Resistência, a escola obteve nota 268,3. As seis primeiras colocadas voltam no desfile das campeãs, no próximo sábado (30).

As demais posições ficaram com a Mangueira, em sétimo, com 268,2; a Mocidade, em oitavo, também com 268,2, mas atrás pelo critério de desempate; a Unidos da Tijuca, em nono, com 267,9; a Imperatriz Leopoldinense, em décimo, com 266,9. A Paraíso do Tuiuti ficou em décimo-primeiro, com 266,4. E a São Clemente, em décimo-segundo, com 263,7, foi rebaixada e disputará o próximo carnaval na Série Ouro.

Apuração das notas do desfiles das escolas de samba na Sapucaí 2022
Apuração das notas do desfiles das escolas de samba na Sapucaí 2022 - Tomaz Silva/Agência Brasil

Por não ser feriado, a apuração atraiu um público menor que nos anos anteriores. Ainda assim, torcedores de todas as escolas se fizeram presentes nas arquibancadas, com faixas e bandeiras. Até um cartaz em memória da menina Raquel Antunes, morta em um acidente com carro alegórico, foi levado por um torcedor

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a quadra da Grande Rio ficou pequena para os milhares de torcedores, que comemoraram o título inédito.


Carnaval fora de época no Rio também tem blocos na rua

Na Cinelândia, centenas de foliões aproveitaram a festa

Com o desfile das escolas de samba no Sambódromo, neste feriadão de Tirantes e São Jorge, criou-se um clima de carnaval fora de época na cidade do Rio de Janeiro. A própria prefeitura passou a considerar o feriadão como carnaval, já que, as festividades originais, que seriam realizadas entre a última semana de fevereiro e primeira de março, tiveram que ser canceladas devido à covid-19.

Os desfiles de blocos de rua não foram autorizados pelas autoridades municipais, mas o prefeito Eduardo Paes afirmou que não os reprimiria.

“Não vou sair correndo atrás de folião. O que a gente pede é a compreensão das pessoas. Só faltava agora botar Guarda Municipal atrás de folião. Isso não vai acontecer. A gente tem permitido que a cidade celebre, que seja vivida a vida. A cidade está cheia, as ruas estão cheias, bares e restaurantes lotados. A cidade está aberta, está celebrando. Não vou ficar atrás de folião nem por um decreto”, afirmou Paes no último dia 16.

Bloco de carnaval desfila pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro
Bloco de carnaval desfila pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil

Os blocos têm aproveitado essa brecha deixada pela prefeitura para sair às ruas neste feriadão. Na tarde de hoje (23), por exemplo, um bloco reuniu centenas de foliões na Cinelândia, no centro da cidade.

Pedro Henrique Garcia, de 22 anos, era um desses foliões. Segundo ele, desde o início do feriadão, já foi há vários blocos. “Sentia muita falta disso. É uma coisa que vem desde criança comigo. Infelizmente não teve a preparação que a gente esperava. Não tem banheiro e as pessoas estão tendo que usar a rua”, disse.

Julia Souza, de 26 anos, aproveitou o sábado para ir à Cinelândia com as amigas. Segundo elas, era o primeiro bloco que elas curtiam neste feriadão. “A gente ouviu falar que os blocos seriam bons, só não viemos antes por uma amiga minha estava trabalhando. Aproveitamos hoje, que é sábado, para vir ao bloco”.

No momento em que a Agência Brasil esteve no bloco, havia apenas uma viatura da Polícia Militar e um furgão da Guarda Municipal, que deixou o local antes da reportagem.

Bloco de carnaval desfila pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro
Bloco de carnaval desfila pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil

Em seu perfil no Twitter, na última terça-feira (19), Paes afirmou que não autorizou os blocos porque não teve tempo de preparar a estrutura necessária para os blocos. “A organização do carnaval de rua – iniciada em meu 1º governo – exige meses de preparação, algo difícil na imprevisibilidade dos tempos pandêmicos”, escreveu.


Rio: carnaval renasce no Sambódromo após dois anos de pandemia

Primeiros a pisar na pista foram componentes da velha guarda

As estruturas de cimento e aço do Sambódromo ganharam vida novamente, após dois anos de sono involuntário, devido à pandemia. Quando a primeira escola pisou na Avenida Marquês de Sapucaí na noite desta quarta-feira (20), pela Série Ouro, foi dada a largada oficial do carnaval fora de época no Rio de Janeiro.

Mas antes das escolas, o privilégio de estrear na pista foi dos componentes da velha guarda, carregando os estandartes de cada agremiação, cantando a composição Velha Guarda, de Dicró: "Sou velha guarda, a espinha dorsal do samba".

Um dos cuidados obrigatórios este ano seria a apresentação do comprovante de vacina contra a covid-19, exigido de todos para ingressar no local do desfile. Porém, conforme a reportagem da Agência Brasil constatou, as pessoas estavam passando pelas catracas sem terem que apresentar o passaporte vacinal.

Na ordem dos desfiles, a primeira escola a retomar o Sambódromo foi a Em Cima da Hora, às 21h50, trazendo o enredo 33 - Destino Dom Pedro II, uma reedição do Carnaval de 1984, quando a escola desfilou na estreia do Sambódromo pelo grupo 1-B, antiga segunda divisão. O samba tece uma crônica das viagens de trem enfrentadas pelos trabalhadores para ganhar o pão na capital. Dom Pedro II era o nome da estação de trem que, em 1899, passou a se chamar Central do Brasil.

Em Cima da Hora abre os desfiles da Série Ouro do carnaval 2022 na Sapucaí
Em Cima da Hora abre os desfiles da Série Ouro do carnaval 2022 na Sapucaí - Tomaz Silva/Agência Brasil

Segunda a desfilar, a Acadêmicos do Cubango, de Niterói, entrou com muita garra, com todos os componentes cantando o samba, o que levantou as arquibancadas. Ela veio contar a história da atriz Chica Xavier, que atuou em mais de 50 novelas na televisão e estreou no Theatro Municipal do Rio em 1956, na peça Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes.

A escola de São João de Meriti, Unidos da Ponte, este ano escolheu o enredo Santa Dulce Dos Pobres – o Anjo Bom da Bahia, desenvolvido pelos carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz. O objetivo era contar a história da santa e apresentar seu legado de obras sociais.

A Porto da Pedra, de São Gonçalo, apostou no enredo O Caçador que Traz Alegrias, para homenagear mãe Stella de Oxóssi. O sobrinho da importante ialorixá da Bahia, obá Adriano Obiodun, é um dos compositores do samba-enredo da escola.

A União da Ilha, que caiu para o Grupo de Acesso em 2020, elegeu o enredo Nas Encruzilhadas da Vida, Entre Becos, Ruas e Vielas, a Sorte Está Lançada: Salve-se Quem Puder!, a fim de exaltar a fé por Nossa Senhora Aparecida.

Já a Unidos de Bangu escolheu o enredo Deu Castor na Cabeça, em homenagem ao bicheiro Castor de Andrade, entrelaçando a vida do patrono do Carnaval e do futebol com a história do bairro da Zona Oeste e do Bangu Atlético Clube.

A última prevista a desfilar no primeiro dia da Série Ouro era a Acadêmicos do Sossego, com o enredo Visões Xamânicas. O carnavalesco André Rodrigues criou um pajé para conduzir o público por meio de suas visões.

Nesta quinta-feira (21) será a vez das outras escolas da Série Ouro desfilarem na Marquês de Sapucaí: Lins Imperial, Inocentes de Belford Roxo, Estácio de Sá, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel, Acadêmicos de Vigário Geral, Império da Tijuca e Império Serrano.


Terceira edição do Festival da Pamonha começa nesta quinta-feira (21) e ofertará mais de 20 toneladas da iguaria

Evento terá início às 9h desta quinta-feira, dia 21

A terceira edição do Festival da Pamonha terá início nesta quinta-feira (21), na comunidade Rio dos Peixes, situada às margens da rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251). A iniciativa é organizada pela Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Turismo e terá início a partir das 9h.

A atividade  será realizada no período de 21 a 24 de abril e irá disponibilizar mais de 20 toneladas de pamonha com pelo menos dez opções. O Festival contará com 36 barracas e a oferta de outras iguarias de milho, como o curau. Haverá ainda e revenda de doces, espetinhos, comidas típicas e caldos. Os artesãos locais também irão realizar  uma grande exposição de produtos.

O Festival é uma estratégia para fomentar a economia e ajudar na divulgação dos atrativos de Cuiabá e integra um amplo calendário de eventos em celebração aos 303 anos da capital.

O evento  conta ainda com a participação das Secretarias de  Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico; Cultura, Esporte e Lazer; Mobilidade Urbana, Secretaria de Comunicação e a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb).

SERVIÇO:

 

Pauta: Terceiro Festival da Pamonha 

Onde: Comunidade Rio dos Peixes (km 23 da Comunidade Rio dos Peixes) 

Horário de abertura: 9h 

Período de realização: 21 a 24 de Abril 


Livro de Justina

Apresentação Livro de Justina 

Mergulho profundo em muxirum!  Mãos que labutam!

A realização e a composição desse livro se deram como aprendemos em quilombo: no coletivo! Juntamos as mãos e demos as mãos. As mãos Beneditas de Justina que conduziram a concretude de registrar as memórias, permitiram acessar lugares sagrados, a provar dos alimentos preparados por ela que nos apresenta com sua sabedoria os muitos caminhos de uma vida/mulher negra do quilombo do Mutuca. Aqui, em registros fotográficos, temos um pouco do percurso do projeto e para além, porque o quilombo é isso, Ubuntu!

Justina é, traz muitas definições. É um revisitar em nossa ancestralidade, é “sankofiar” olhando para trás e saudando todos os nossos que se foram e que deixaram seu legado. Justina é condutora de sonhos que se concretizam dia a dia! Aquilombar, agrega e ensina. Nesse livro,  com participação protagonista dos quilombolas há um pouquinho de cada um, e uma parte de todo mundo desse universo chamado Mutuca.

Ajuda mútua, generosidade, olhar para o outro são aprendizados diários de quem convive com dona Justina.

 A mestre Justina é, ubuntu!

Por Silviane Ramos


Com emenda de Botelho, 1ª Mostra Cultural de Jangada supera expectativas

Professores, alunos, merendeiras e lideranças tiveram extensa programação sobre as tradições regionais da Baixada Cuiabana

Roda de conversas sobre o linguajar regional, arte em argila e cursos de capacitação sobre comidas típicas, além da dança Siriri e Cururu, estiveram na programação da 1ª Mostra Cultural do Vale do Rio Cuiabá, realizada, em Jangada, cidade a 84 quilômetros de Cuiabá, conhecida como a ‘Capital do Pastel’.  

O evento recebeu emenda parlamentar do deputado Eduardo Botelho (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa, pela importância em manter vivas as tradições regionais. O parlamentar participou do último dia da ação, na quinta-feira (7), da roda de conversa, quando apreciou a culinária típica e degustou o guaraná ralado, reforçando a importância de resgatar, promover, preservar e valorizar a cultura do Vale do Rio Cuiabá. Foram três dias de ações educativas para professores, alunos dos ensinos médio e fundamental e demais funcionários das escolas públicas.  

“Essa mostra cultural é muito importante, falando do linguajar cuiabano, do Siriri e Cururu, do rasqueado, do Boi da Serra, enfim, da nossa cultura como um todo. Teve também um treinamento para as merendeiras, para ensinar a fazer a comida cuiabana, a Maria Izabel, a farofa de banana, conhecimento que será aproveitado na merenda das escolas. É um sucesso essa mostra cultural que está sendo feita com nosso apoio, da Secretaria de  Estado de Cultura e da Câmara Municipal de Jangada. Vamos fazer em outros municípios da Baixada Cuiabana. Aqui vivenciei lembranças da minha infância, quando acompanhava meu pai que era cantador de cururu nas festas. É uma recordação muito grande sobre a minha origem. O linguajar cuiabano é muito bom. Temos que preservar e valorizar nossas raízes”, afirmou Botelho.

A coordenadora da Escola Rural Severiano Vieira da Silva, Benedita Egídia de Sales, disse que o momento é importante para a comunidade escolar. “Uma iniciativa muito boa para nosso município, que já pensa em trabalhar a cultura regional nas escolas. Vai fortalecer nossas tradições, com a comida típica, danças que serão levadas pelos alunos para suas casas”, disse.

Cibele Bussiki, presidente do Instituto Cultural América – Inca, agradeceu a parceria que promoveu a 1ª Mostra Cultural. “Estamos muito agradecidos à instituição porque é esse nosso objetivo de salvaguardar a nossa cultura, dar valor e expressão às pessoas que realizam e se empenham dentro da cultura regional. Queremos salvaguardar nossos costumes, nosso rio, nosso linguajar. E agradecer o deputado Botelho pelo apoio e por chamar a atenção sobre a importância de manter vivas as nossas tradições, como a reza contada, cururueiros. Também destacar a roda de conversa com os professores, pois querem ser porta-vozes dessa iniciativa, principalmente, do nosso linguajar”, destacou a presidente.

A merendeira Januza Sirlei da Cunha comemorou a oportunidade de ampliar o conhecimento gastronômico. “É sempre bom inovar. Agradecemos o apoio do deputado, que já morou aqui, é da região, é raiz. As aulas foram maravilhosas, aprendemos muito e aproveitamos a troca de experiência com outras profissionais das escolas”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Jangada, Junior de Paula, ressaltou ação. “Agradecemos o apoio do deputado Botelho, homem simples, que fala do nosso jeito, é muito bom. Nossos alunos aprenderam arte com argila, dançaram siriri e outras tradições. O evento superou nossas expectativas!”.

PROGRAMAÇÃO - 1ª Mostra Cultural promoveu oficinais: Gastronômica Regional, para as merendeiras das escolas estaduais e municipais; Musicalização com Materiais Reciclados; Artesanato; Siriri para os alunos; Grafite; Roda de Conversa “A Importância da preservação das tradições do Vale do Rio Cuiabá – Conexões e Saberes”; interação com piadas e causos contados no linguajar regional; palestra educacional ambiental com intersecção no Vale do Rio Cuiabá para professores; entrega de certificados e apresentações culturais e exposições do que foi produzido nas oficinas.


Jefferson Neves, novo secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer

A partir desta segunda-feira (04.04), Jefferson Neves assume o comando da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, em substituição ao ex-secretário Beto Dois a Um.

Confira o perfil de Jefferson Neves:

Natural de Rondonópolis-MT, Jefferson Carvalho Neves é graduado em Educação Física pela UFMT (2001).

Possui pós-graduação em Treinamento Desportivo e é professor de ensino superior e de esporte de Alto Rendimento, sendo membro da academia Brasileira de Treinadores- COB. 

Tem experiência nas áreas de Educação Física, com ênfase em Treinamento Desportivo, Natação, Gestão esportiva, Preparação Física, Musculação e como palestrante Internacional em Esporte, da Iniciação ao Alto Rendimento. Foi Treinador da Seleção Olímpica de Natação em Londres 2012.

Desde 2019 comanda a Secretaria Adjunta de Esportes, pasta na qual articulou diversos avanços junto com o então secretário Beto Dois a Um, a exemplo da expansão do bolsa-atleta e bolsa técnico, retomada dos jogos escolares e execução do Pontos do Esporte, programas que já beneficiaram mais de 7 mil atletas.


Biblioteca faz exposição que conta a história do Cuiabá Esporte Clube para comemorar aniversário da capital

A mostra fica aberta até o dia 11 de abril, das 8h às 18h, e será composta por acervo do clube, com troféus, bolas, camisetas, fotos e outros itens.

Para comemorar o aniversário de 303 anos de Cuiabá, a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça terá uma programação diferente para o público. Nesta segunda-feira (4), o espaço cultural abre a exposição gratuita ‘Cuiabá Esporte Clube’, que conta a história do time de futebol mato-grossense.

A mostra fica aberta até o dia 11 de abril, das 8h às 18h, e será composta por acervo do clube, com troféus, bolas, camisetas, fotos e outros itens.

A exposição apresenta a história do time cuiabano, que hoje está na Série A do Campeonato Brasileiro, após 35 anos sem um representante do estado na competição.

Fundado em 2001 pelo ex-jogador Gaúcho, também conhecido pela ‘Escolinha do Gaúcho’, o Cuiabá Esporte Clube também conquistou uma vaga na Copa Sul-Americana 2022, e vai disputar pela segunda vez a competição internacional.

Para conhecer a mostra, já estão agendados 250 estudantes do Ensino Médio, e a Biblioteca Estevão de Mendonça ainda tem vagas para escolas.

No dia 4, participam do evento 50 estudantes do Ensino Médio, que também terão um bate-papo com o escritor José Augusto Tenuta, às 9h, sobre os livros 'História do Futebol Cuiabano' e ‘Cuyabá, um Show de Bola’, publicados com recursos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) por meio de emenda parlamentar.

As obras contam um pouco dos principais acontecimentos do futebol, desde 1903, incluindo a criação e fundação dos primeiros clubes, construção de estádios e campeonatos.

Depois, às 9h30, a programação inclui a palestra ‘A influência estrangeira na arquitetura cuiabana’, com o superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson de Carvalho Araújo.

Ele irá abordar o modo de construção em Cuiabá desde a colonização até os dias atuais, e como as edificações representam o desenvolvimento da cidade influenciado pela chegada de franceses, italianos e imigrantes do sul e sudeste brasileiro, além de governantes como Dom Aquino e Getúlio Vargas.

O agendamento para a exposição ‘Cuiabá Esporte Clube’ pode ser feito pelo telefone (65) 3613-9240.


303 anos de Cuiabá: Secretaria de Cultura realiza Feira Popular de Artesanato

A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, realizou na sexta-feira (4), mais uma edição da Feira de Artesanato Popular, na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá. A atividade faz parte da programação em comemoração aos 303 anos de Cuiabá, celebrado no dia 8 de abril.

O projeto atende, especialmente,  mulheres chefes de família, possibilitando a exposição de seus produtos à comunidade. Além comercialização de mercadorias, o local é palco para apresentações e manifestações culturais, por meio da declamação de poesias, performances culturais, dança, teatro, música, entre outras. 

“Essa é uma feira especial que programamos dando início às atividades em comemoração aos 303 anos de Cuiabá. A gestão humanizada do prefeito Emanuel Pinheiro já fez o compromisso de essa feria em outras regiões de Cuiabá, com objetivo de incentivar a economia criativa. Além disso, a Secretaria também quer fazer os Centros Populares de Cultura, com aulas de artesanato, música e fortalecimento do empreendedorismo”, disse o secretário Aluízio Leite.

A idealizadora e coordenadora da ação, professora Jacy Proença, destaca que no dia 8 de abril, será realizada mais uma edição da feira em parceria com a arquidiocese do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.  “Ainda estamos em comemoração aos 17 anos da Feira Popular de Artesanato na Praça e concomitante a isso, temos o aniversário de Cuiabá celebrado no mês de abril. Temos todo apoio do prefeito Emanuel Pinheiro, da primeira-dama e do secretário Aluízio dando início à essa comemoração que será realizada durante todo o mês. No próximo dia 8 teremos mais uma edição especial da feira em parceria com o padre Felisberto, que vai promover a processão que vai encerrar aqui na Praça e vamos estar junto com ele para realizar uma grande quermesse “, explicou Jacy.

A artesã Marizete Pereira, é participante assídua da Feira Popular de Artesanato trazendo suas produções em crochê. “Já participo das feiras há um ano vendendo meus artesanatos de crochê como blusas, toalhas de mesas, entre outros. Em meio a pandemia de Covid-19, essa foi uma grande oportunidade para nós artesãos”, comentou a artesã.

 

Programação

 

As atividades preparadas pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer continuam. Confira a programação completa para celebração dos 303 anos de Cuiabá:

 

02/04– 8h:  Cavalgada em homenagem ao Senhor Bom Jesus, no São Gonçalo Beira Rio;

03/04– 6h30: Pilotando com o Senhor Bom Jesus, no Coxipó do Ouro;

03/04– 7h30: Pedalando com o Senhor Bom Jesus, no Parque das águas;

04/04- 19h: Lançamento livro MARPHYSA de Dunga Rodrigues, no Cine Teatro Cuiabá;

06/04 – 19h: Lançamento do Festejo Cuiabano – Culinária, no Sesc Arsenal;

06/04 -19h: Estreia – Angeluz Novos – Curta de Luiz Borges, no Teatro Zulmira Canavarros;

7 a 10/04 – 16h: Refestela Cuiabá: Feira de Cultura e Arte Cuiabana; na Praça 8 de Abril;

7 a 10/04 – 7h30: Copa Cuiabá, no estádio Eurico Gaspar Dutra e miniestádios;

08/04– 15h: Navegando com o Senhor Bom Jesus, no São Gonçalo Beira Rio;

08/04 – 15h: Procissão, celebração e quermesse do Senhor Divino parceria com projeto Feira Popular Artesanato na Praça, na Praça Alencastro;

08/04– 16h: Caminhando com o Senhor Bom Jesus, na Praça do Porto;

09/04 – 16h: Reinauguração do busto do padre Firmo, na Praça da Saúde;

13/04 – 18h: Arte no Beco, Beco do Candeeiro;

14/04 -17h: Espetáculo Flor de Mamona -Dir. Luciene Carvalho – Conferência Municipal da Juventude, no auditório da Secretaria Municipal de Educação;

14/04 -18h:  Arte no Beco, Beco do Candeeiro;

18/04 – 8h30: Espetáculo Cuiabá-MT Em Cena – Edmilson Maciel, Cine Teatro Cuiabá;

18/04 – 14h30: Desfile Afro e Indígena- Vivian Hair e Darlene Taukane/Eliane Xunakalo Bakairi, Cine Teatro Cuiabá;

19 e 20/04 – 20h: Espetáculo Flor de Mamona -Dir. Luciene Carvalho, Cine Teatro Cuiabá;

21 a 24/04 – 9h: 3º Festival da Pamonha, na comunidade Rio dos Peixes;

25/04 – 19h: Lançamento do Livro Vai Passar -da Profª. Jacy Proença e lançamento do Edital Cuiabá -Nossos Olhares 01/22 da Acilbras-MT, Cine Teatro Cuiabá;

29/04 – 19h: Prêmio Jejé de Oyá, Cine Teatro Cuiabá;

01/05 – 7h: 34ª Corrida Bom Jesus, saída da ponte Júlio Muller;

7 e 8/05 – 18h: Festival de Cultura Popular, Orla do Porto.

Programação pode sofrer alterações.


Projetos culturais e esportivos oferecem serviços à população pela internet

Diversidade de temas e facilidade de acesso caracterizam os projetos selecionados no Edital Movimentar, que destinou aproximadamente R$ 3 milhões do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), para os 625 projetos de trabalhadores da cultura e do esporte impactados economicamente pela pandemia.

Os projetos do Edital Movimentar, lançado em 2021, estão sendo executados conforme o cronograma e a maior parte deles fica disponível na internet para a população. No total, foram destinados R$ 2,5 milhões para a cultura, sendo 500 projetos contemplados com R$ 5 mil. No Desporto, são 125 projetos e cada um recebeu R$ 3mil.

Conforme destaca o secretário Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, Beto Dois a Um, a proposta do Movimentar foi disponibilizar recursos para dar um respiro financeiro aos profissionais. "Com projetos de execução mais simples, conseguimos multiplicar o recurso e oferecer ações e serviços de cultura e esporte diversificados para a população pela internet”.

Uma live do projeto ‘Crochê Terapia: uma história de superação’ abordou a importância da arte na recuperação de pessoas em sofrimento.
Créditos: Divulgação

Entre os projetos da Cultura estão oficinas de dança, culinária, artesanato, fotografia, instrumentos musicais e circo. Também há peças de teatro, clipe de músicas e minidocumentários. Além disso, rodas de conversa, live e podcast sobre culturas LGBTQIA+, racismo, feminismo, maternidade, valorização de comunidades tradicionais. No Esporte, as opções que a população pode encontrar na internet são aulas de treinamento funcional, defesa pessoal, yoga, pilates, dança fitness e envelhecimento saudável.

Na área da cultura, o edital permitiu que os profissionais e artistas propusessem temas livres, desde que encaixados entre as 16 manifestações artísticas ou práticas culturais citadas no edital. São elas o teatro, dança, circo, literatura, livro, leitura, biblioteca, música, artes visuais e artesanato, audiovisual, povos e comunidades tradicionais, culturas urbanas, LGBTQIA+, negras e de matriz africana,  patrimônio histórico e cultural, produção cultural, áreas técnicas e backstage, e economia criativa.

No Movimentar Desporto, o objetivo foi fomentar os projetos e ações esportivas e de lazer dos profissionais credenciados no Conselho Regional de Educação Física, além de gestores esportivos, instrutores de dança e de lutas. E os segmentos esportivos contemplados foram esporte de rendimento, saúde, ações formativas, recreação e lazer, esporte de inclusão, esporte educacional, política de gestão e administração esportiva.

Oficina Filtro dos Sonhos, realizada na comunidade indígena Rikbaktsa, em Juína.
Créditos: Divulgação

Para quem quiser aproveitar os conhecimentos e experiências compartilhados pelos projetos do Movimentar, nas redes sociais da Secel (Instagram @secelmt e Facebook Secelmt) há mais informações sobre cada um e os links de acesso.


Museu de Mariana inicia programa Resgatando a História

Projeto apoiado pelo BNDES prevê ainda restauro de imóvel do século 18

O Museu de Mariana, localizado na cidade histórica do mesmo nome, em Minas Gerais, deverá ter sua primeira unidade funcionando para o público no próximo ano. A expectativa é que ainda em 2023, a segunda unidade esteja pronta para também entrar em operação.
A obra, que terá apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 3,075 milhões, prevê restauração física de um imóvel construído no século 18, na Rua Direita, onde funcionará a segunda unidade do equipamento cultural. Os recursos, não reembolsáveis, serão aplicados também em ações de educação patrimonial e no desenvolvimento de um roteiro turístico da cidade, antiga capital mineira.

Com valor total de R$ 6,15 milhões, o projeto será desenvolvido pelo Instituto Pedra, organização sem fins lucrativos, em parceria com o município de Mariana. O restante será dividido entre o Instituto Cultural Vale (R$ 2,02 milhões), o município de Mariana (R$ 783,24 mil) e o Instituto Pedra (R$ 267 mil), que desenvolveu o projeto arquitetônico.
O projeto é o primeiro aprovado entre 21 propostas pré-selecionadas pela chamada Resgatando a História 2021, programa do BNDES em parceria com a iniciativa privada que aplicará em torno de R$ 309,8 milhões em trabalhos de restauro e conservação no país. A lista dos 21 projetos pré-selecionados e dos que compõem o cadastro de reserva está disponível neste link.

Museografia

O diretor adjunto do Instituto Pedra, Norton Ficarelli, responsável pela primeira unidade do museu, disse à Agência Brasil que as obras de restauro arquitetônico da Casa do Conde de Assumar foram concluídas no fim do ano passado e que, ao longo do ano de 2022, começam os procedimentos para implantação da museografia e expografia desse espaço cultural.
Decreto da prefeitura de Mariana criou o museu em termos jurídicos e institucionais neste ano. “A primeira unidade deve ficar pronta em 2023 e vai contar a história da cidade desde a sua origem até o início do século 20”, disse Ficarelli.

A segunda unidade, que funcionará em um casarão na Rua Direita, foi selecionada pelo programa Resgatando a História. Ali, o escopo é semelhante ao da Casa do Conde de Assumar, explicou o diretor do Instituto Pedra. As obras incluem o restauro do imóvel, cujo projeto arquitetônico foi feito pelo próprio instituto, e a implantação da museografia, “porque o casarão é complementar à primeira unidade do museu”.A unidade é menor do que a Casa do Conde de Assumar e será focada na história da cidade nos séculos 20 e 21, até o desastre da Barragem de Mariana.

O projeto museográfico da primeira parte do museu já foi concluído. A produção é da empresa Expomos, contratada pela prefeitura local, que está produzindo também o projeto da segunda unidade. Ficarelli explicou que o projeto cultural da Rua Direita será viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e tem que estar aprovado para receber os recursos do BNDES.
De acordo com Ficarelli, o projeto já teve aprovação inicial pela Lei de Incentivo à Cultura e, nos próximos meses, passará por análise orçamentária, de escopo e jurídica da Secretaria Nacional de Cultura, junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com a aprovação final, o projeto estará apto a receber os recursos. O contrato com o banco ainda não foi assinado.

O diretor do Instituto Pedra espera que o projeto da segunda unidade do Museu de Mariana comece no segundo semestre deste ano, com as obras de restauro. O término do empreendimento está previsto para o fim de 2023. Após a conclusão dos trabalhos, a prefeitura de Mariana assumirá a gestão do museu.

Patrimônio

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES. Bruno Aranha, destacou que Mariana tem importante conjunto arquitetônico colonial brasileiro, reconhecido como patrimônio nacional desde 1938. Ele disse que o banco já apoia diversas iniciativas no município e que a implantação do Museu de Mariana complementará essa atuação, “permitindo compreender a cidade como legado patrimonial.

Com ações voltadas para educação patrimonial e o desenvolvimento de um programa turístico no centro histórico, o BNDES vai contribuir para a diversificação econômica do município, que hoje está concentrado na mineração, acrescentou Aranha.

Desastre

A restauração do casarão da Rua Direita, onde funcionará a segunda unidade do Museu de Mariana, complementa a recuperação da Casa Conde de Assumar. O projeto envolve implantação de espaço para exposições, instalação de auditório, adequação do espaço para portadores de necessidades especiais e ações de prevenção e combate a incêndios, entre outras iniciativas, informou o BNDES.
No local, deverão ser realizadas exposições que contem principalmente a história do município a partir do século 20, considerando aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais, com destaque para as atividades de mineração e suas relações com a região.

Entre os temas que deverão ser abordados, está o desastre ambiental provocado pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no distrito de Bento Rodrigues, em 2015. Os impactos da tragédia são sentidos até hoje no município.
O projeto expográfico (conjunto de técnicas para desenvolvimento de uma exposição) prevê uso de conteúdos multimídia, como dispositivos interativos e audiovisuais.

Programa

O programa Resgatando a História é uma ação conjunta do BNDES, da empresa de bebidas Ambev, do Instituto Neoenergia e do Instituto Cultural Vale, entre outras entidades, e tem o objetivo de viabilizar apoio a 21 projetos de restauro e revitalização do patrimônio histórico nacional escolhidos por meio de seleção pública.

Os aportes do BNDES são oriundos do Fundo Cultural da instituição e podem contar com incentivos fiscais da Lei Federal de Incentivo à Cultura, desde que os projetos sejam aprovados no Programa Nacional de Incentivo à Cultura (Pronac), o que constitui condição prévia para a aprovação final e o desembolso dos recursos.
As propostas provenientes das regiões Norte e Nordeste poderão contar com maior participação financeira do banco, visando refletir as regras da seleção, que buscam estimular as iniciativas regionais com mais dificuldade de captação.

Ao longo dos últimos 24 anos, o BNDES investiu mais de R$ 600 milhões em projetos de restauro, preservação e revitalização de cerca de 200 monumentos localizados em todas as regiões do país.


Projeto 'Psicanálise na Rua' oferece atendimento psicológico gratuito no Misc

O projeto Psicanálise na Rua oferece acompanhamento psicológico gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os atendimentos são realizados em uma sala no Museu da Imagem e do Som (Misc), coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. 

O trabalho social foi desenvolvido pela psicanalista Adriana Rangel, que é doutora em psicologia e professora na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).  O Psicanálise na Rua dispõe de um tratamento com a mesma metodologia oferecida nas clínicas particulares.

“Nós oferecemos atendimento clínico psicanalítico para pessoas em situação de vulnerabilidade social no geral. Nós começamos com as pessoas em situação de rua, mas isso acabou ampliando para o contexto na vulnerabilidade social no geral”, explica Gabriela Rangel Silveiro, analista do projeto.

“A psicanálise é uma análise dos significantes que ficaram da nossa infância, então há um resgate de rememoração. Hoje utilizamos uma das salas do Misc para fazer os atendimentos clínicos e isso acaba se conectando também com a cultura, com a história, a ancestralidade do nosso povo”, acrescentou.

Atualmente, o projeto conta com duas analistas que realizam atendimento no Misc nas segundas e terças-feiras das 8h às 11h.


Lançamento do último livro da Trilogia Cuiabana e documentário celebram Silva Freire nesta quarta-feira (22)

Trinta anos se passaram até o surgimento do último volume da Trilogia Cuiabana completando a obra de um dos expoentes da literatura mato-grossense, o poeta Benedito Silva Freire. Com o título Ossatura da Cuiabania, o livro, juntamente com os dois primeiros, Presença na Audiência do Tempo e Na Moldura da Lembrança, simbolizam o legado do poeta sobre a cuiabania.

A Casa Silva Freire, que mantém seu acervo preservado, e agora catalogado e digitalizado, realiza o lançamento nesta quarta-feira (22), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá, com entrada livre. A noite será marcada também, pela première do documentário Charivari que revê a trajetória do poeta e exalta sua contribuição imensurável para o desenvolvimento cultural de nosso Estado.

O projeto foi selecionado no edital Mestres da Cultura, realizado pelo Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

A diretora da Casa Silva Freire, Larissa Freire Spinelli, destaca que os três volumes foram organizados e diagramados pelo poeta gráfico e visual Wlademir Dias-Pino. Os dois primeiros foram lançados em 1991 pela editora da Universidade Federal de Mato Grosso conforme o trabalho de Silva Freire e Dias-Pino. O terceiro volume, Ossatura da Cuiabania, é resultado do trabalho cuidadoso de resgate da obra por Larissa Silva Freire Spinelli, Maria Teresa Carrión Carracedo e João Paulo Paes de Barros. O edital Mestres da Cultura atende assim, a uma expectativa de lançamento do terceiro volume, desta vez, pela Editora Entrelinhas.

“A obra Trilogia Cuiabana é resultado de vinte anos de pesquisas realizadas pelo autor, documentando aspectos variados do processo cultural e histórico da região do Vale do Rio Cuiabá, desde os culturais, históricos, políticos, artísticos, psicossociais, linguísticos, gastronômicos, educacionais, religiosos, urbanos, jornalísticos até a contribuição cuiabana à literatura de vanguarda nacional”, descreve.

Segundo ela, a publicação do volume 3, acompanhado pelo documentário, proporcionará um reparo histórico de três décadas no que tange ao conjunto da produção literária de Silva Freire, interrompida com seu falecimento.

“Completará um ciclo de produção intelectual do autor dedicado ao delineamento da identidade cultural da cuiabania. Portanto, um livro de luta pela cuiabania como crítica cultural à cidade que se moderniza, uma forma de lutar contra o apagamento da cultura local”.

Documentário

O curta documental, Charivari, realizado em uma coprodução com os cineastas Juliana Segóvia, Sérvulo Del Castilho e Maurício Pinto, abordará a vida, pensamento e obra do autor com o roteiro baseado em uma entrevista inédita de Silva Freire à Revista Contato Hoje.

Quem o entrevista, é o jornalista André Machado, com apoio do amigo Dias-Pino e edição e pauta de Maria Teresa Carrión Carracedo. Ela foi gravada em Cuiabá, em 1991, três meses antes de Silva Freire falecer, em 11 de agosto, aos 62 anos. O poeta que nasceu em Porto de Fora, vila próxima a Mimoso, que é distrito de Santo Antônio de Leverger em 20 de setembro de 1928, permanece vivo na memória da cuiabania como brilhante advogado, jornalista cultural, poeta de vanguarda e professor titular do Departamento de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A entrevista está gravada em áudio, assim, foi um grande desafio transformar o registro em vídeo, como explica Juliana Segóvia, uma das diretoras do documentário. “Na entrevista ele fala sobre o terceiro volume e o caminho que trilhou na literatura. Nosso desafio foi romper as narrativas formais. Mas graças ao cuidado da Casa Silva Freire, pudemos acessar registros diversos em vídeo, fotos e textos do poeta”, explica.   

O poeta

Nas décadas de 50 e 60, participou dos movimentos político, estudantil e artístico-cultural nacional e estadual por um idealismo socialista trabalhista em defesa da democracia e dos direitos fundamentais do cidadão. Colaborou para a formação cultural brasileira e para história política, educacional e literária mato-grossense, tendo sido preso e cassado em seus direitos políticos pela ditadura militar na ocasião da Revolução de 31 de março de 1964, ficando aproximadamente 48 dias detido, tendo respondido a Inquérito Policial Militar (IPM) e sua liberdade vigiada pelos 20 anos seguintes.

Injustamente, suas ideias progressistas, socialistas e nacionalistas foram alcunhadas de comunistas. Começou a docência na embrionária Faculdade de Direito de Cuiabá, mas foi demitido da cátedra de Legislação Social que ocupava em 23 de setembro de 1964. Desde o período de sua cassação até o retorno da democracia no país em 1985, Silva Freire continuou se dedicando ao jornalismo cultural, à literatura e aos trabalhos jurídicos por meio dos quais denunciava a ditadura que se instalou no Brasil, fazendo da tribuna do júri o lugar de defesa da liberdade.

Dedicou-se ao trabalho comunitário, proferindo palestras e conferências a convite, inclusive de professores do Departamento de Letras, sindicatos, escolas, grêmios estudantis, clube de mães e clube de serviços. Como um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso prosseguiu a atividade jornalística escrevendo nos jornais: Tribuna Liberal, O Social Democrata e Folha Trabalhista, de Campo Grande; O Momento, de Corumbá; Folha Mato-grossense, Correio da Imprensa, semanário Vanguarda Mato-Grossense, O Estado de Mato Grosso, Defesa, da OAB-MT, A Gazeta e Revista Esquema, de Cuiabá e jornal do Conselho Federal da OAB.

Fundou e dirigiu os suplementos literários: Poemas e Letras, no jornal Equipe; e Proposta, no jornal Folha da Serra, de Campo Grande. Em Cuiabá, prosseguiu sua intransigente defesa da Arte, da cultura popular e também do esporte, promovendo o teatro experimental com Glória Albues e Luiz Carlos Ribeiro, perseguindo a incansável tarefa de animação cultural, estimulando e abrindo portas para jovens realizadores nas áreas de teatro, dança, literatura, artes plásticas e visuais. Quatorze anos após sua cassação, foi reintegrado ao quadro docente da UFMT no ano de 1980. Doravante, exerceu a cátedra de Direito do Trabalho e Prática Forense e de Direito Penal e Processo Penal até o ano de seu falecimento em 1991.

No campo da literatura, foi um dos fundadores do Movimento Literário Intensivista, da Casa da Cultura de Cuiabá e da União Brasileira de Escritores em Mato Grosso. Membro da Academia Mato-grossense de Letras onde ocupou a cadeira de número 38. Suas pesquisas poéticas de abordagem etnográfica e sociológica resultaram em um mapeamento memorialístico “rurbano”, com as primeiras produções publicadas em jornais e revistas literárias na década de 1950, poemas em formato de doze Cadernos de Cultura na década de 1960 a 1970 e o primeiro livro de poesia, Águas de Visitação, publicado em 1979.

Publicou: Silva Freire – Social, Criativo, Didático (UFMT, 1986); Barroco Branco (Fundação Cultural de Mato Grosso/Ed. Amazônida, 1989); Depois da Lição de Abstração (Separata da Revista da Academia Mato-grossense de Letras, 1985); Trilogia Cuiabana, volumes 1 e 2, organizada por Wlademir Dias Pino, (UFMT, 1991); 13 Cadernos de Cultura, em páginas avulsas; Águas de Visitação (1979), reeditado em 1980 (Edições do Meio); 1989 (Adufmat-UFMT); e 2002 (Lei Estadual de Incentivo à Cultura). O mestre da cultura Silva Freire dividiu sua dinâmica atuação na imprensa com o exercício profissional de advocacia, a cátedra universitária, as atividades políticas, a vida cultural e a produção literária. O compromisso com a ética transpassou suas atividades, bem assim a sua produção literária atravessou a esfera poética atingindo e encontrando a política, a jurídica, a educacional, a filosófica, e antropológica e a sociológica, deixando um legado imaterial para a cidade de Cuiabá, denominada, carinhosamente, por ele de “pátria de meu coração”.


O rapper Felipe Flip lança novo álbum pela Olga Music

 

O álbum “Pela Cor”, com 8 faixas inéditas, está disponível em todas as plataformas digitais de áudio.

O rapper Felipe Flip lança seu novo álbum “Pela Cor” pelo selo Olga Music. As 8 faixas estão disponíveis em todas as plataformas digitais de áudio.Paternidade, afeto e relacionamentos igualitários são temas raramente discutidos no universo masculino. Felipe Flip quis propor uma reflexão sobre o por quê do homem preto sempre ser associado ao ódio e ao rancor; por que não falar de amor e dilemas pessoais? As respostas encontradas foram a base para o álbum “Pela Cor”.

Ao todo, são oito faixas autorais, com diversas participações, clipes e produtores. Entre os feats, destaque para a cantora e compositora Lio (Banda Tuyo) que participa em dois singles: “Mato e Morro” e do Love Song, “Ruim de Esquecer”. Na faixa “O que ela quiser”, Flip conta com as participações de Tasha & Tracie e Niko Is (EUA), “Do Nada” e “Meu Mundo”.

Das inéditas, Flip apresenta “Pura ilusão”, produzida por Paiva Prod; “Fortes Demais”, em parceria com o rapper Nill (O Adotado), que ganhou clipe há duas semanas, e “Cédulas aos Porcos” com participação de Raillow.

O álbum “Pela Cor” é ancorado no rap, com letras poéticas, inspiradas pela mpb; instrumental que flerta com r&b, além de uma passagem pelo drill e pelo lo-fi hip hop, um dos gêneros mais consumidos durante a pandemia. Período este que causou inúmeras dificuldades e modificações, inclusive no mundo da música.    

Além de produzir à distância, elaborar clipes dentro da própria casa, como foi o caso de “Do Nada”, onde Flip aparece jogando videogame com o filho, o período de isolamento social trouxe influência direta nas letras e composições.    

“O álbum foi construído numa fase difícil e complexa, não, somente, para mim, mas para geral”, comenta o artista. Neste período delicado, Flip observou o quanto é difícil demonstrar carinho e afeto, sendo um homem preto. “Como vivemos em uma sociedade racista, criou-se o estereótipo de que o homem preto é forte, não sente dor”, completa.       

 

Sobre Felipe Flip 

O paulistano Felipe Flip é um rapper muito versátil que gosta de misturar estilos e elementos. Filho de uma enfermeira brasileira e um jornalista nigeriano, Felipe Augusto Prado Emenekwum, mais conhecido como FLIP, cresceu em um ambiente com diversidades culturais e bastante musical. O apelido FLIP veio na adolescência, quando começou a andar de skate na zona norte de São Paulo. FLIP vem da escola punk/hardcore, da Vila Maria, do lifestyle do skate e foi no rap que encontrou a melhor forma de expressar suas experiências e o modo de ver a vida.

Após cantar em bandas de rock na adolescência como “DPR” (Do Protesto à Resistência) e “Fim Do Silêncio", e no grupo de rap Zero Real Marginal (ZRM), lançar EPs, mixtapes e clipes com milhões de visualizações na Internet, FLIP se reinventa mais uma vez e lança o álbum “Pela Cor”. 

 

Ouça o álbum “Pela Cor” nas plataformas digitais: 

https://bfan.link/pelacor

Assessoria de imprensa Olga Music

Louise Cavadinha (21) 98313-6394 – [email protected]

Eduardo Guimarães (21) 97627-2153 - [email protected]gmail.com

 

Ficha técnica - Pela Cor (álbum)

1. Mato e Morro

Felipe Flip feat Lio (Tuyo) 

prod. Tuti Camargo, Jvck e Janluska

 

2. Fortes Demais

Felipe Flip feat Nill (o adotado)

prod. Tuti Camargo, Jvck, Janluska e BADZILLA

 

3. Meu Mundo

Felipe Flip

prod. Tuti Camargo, Jvck e Janluska

 

4. Do Nada

Felipe Flip

prod. Tuti Camargo, Jvck e Janluska

 

5. Ruim de Esquecer

Felipe Flip feat Lio(Tuyo)

prod. Tuti Camargo, Jvck e Janluska

 

6. Pura Ilusão

Felipe Flip

prod. Caio Paiva

 

7. Cédulas aos Porcos

Felipe Flip feat Raillow

prod. Tuti Camargo, Jvck e Janluska

 

8. O que ela quiser (Bonus Track)

Felipe Flip feat Niko Is, Tasha & Tracie

prod. Caio Paiva 

 

Felipe Flip nas redes sociais:

Instagram: @felipeflip 

Spotify: https://spoti.fi/2ZcK45G 

YouTube: youtube.com/c/MyNameisFlip 


 

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Eduardo Guimarães
Marketing & Assessoria de Imprensa
Contato: 021- 97627-2153

 


“My Area” de HeyDoc! chega nas principais plataformas de música com a essência do drop

Seguindo as batidas do Bass House, track mistura o Acid com sons que lembram alguns Synths do Rap Old School de Missy Elliott 

São Paulo, dezembro de 2021 – Com sua constante imersão no universo da música eletrônica, o DJ e produtor musical HeyDoc! prepara o lançamento para dia 10 de dezembro, nas principais plataformas digitais, da track “My Area”, que traz uma mistura de algumas das principais sonoridades do Drop, como o Acid House e outra parecida com Synths do Rap Old School de “Get Ur Freak On” de Missy Elliott.  

Buscando experiências sempre muito fluídas, HeyDoc! tem se destacado bastante no mercado fonográfico nacional e internacional por sempre se desafiar entre outros gêneros além do Bass House, como por exemplo, o Tech House. “Acho que gêneros musicais são apenas barreiras psicológicas para que alguns artistas não saiam da zona de conforto. Eu sou muito a favor de que todos experimentem várias possibilidades na música”, diz o produtor. 

Como produção da UFO Records, gravadora bastante conhecida internacionalmente por lançar tracks em várias vertentes da House Music, o single “My Area” vem com vocais marcantes e que prometem surpreender o público. “Cada vez mais eu espero ir acostumando as pessoas com esse estilo mais gringo de House Music”, enfatiza HeyDoc!. 

E as novidades não param por aí. Em dezembro o DJ brasileiro já prevê mais um lançamento e anuncia a primeira edição da Fallout Club, uma grande festa com parceria de Pedro Bellini do duo eletrônico BeMore. 

Sobre HeyDoc!: 
HeyDoc! é um produtor musical e DJ que atua no cenário da música eletrônica nacional e internacional. Abandonou a faculdade de Medicina faltando um ano para a conclusão para seguir seu sonho artístico de conectar as pessoas com o que ele acredita ser o mais eficiente “medicamento para a mente”: a música. Com diversos lançamentos em gravadoras conceituadas, o DJ traz um estilo próprio marcado pelo groove da House Music com o peso da Bass Music, que ele identifica como Bass House. Entre suas tracks de maior sucesso estão “Mind Effect” e “Tech Bits”, que atingiu o Top 5 Future House nos charts do Beatport, além de “Drunk”, “Melody” e “Netero”, todas lançadas este ano.

 


LANÇAMENTO E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO: “PESSOAS & ESTÉTICA”

Press release
Por Jair Donato (jornalista)
LANÇAMENTO E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO:
“PESSOAS & ESTÉTICA”
Uma obra escrita por dez profissionais da beleza e da saúde,
Dia: 09/12/2021 a partir das 19h - Local: Goiabeiras Shopping - (Térreo) –
Cuiabá/MT

.
A busca pela beleza estética cresce cada vez mais e nunca a preocupação com o
bem-estar esteve tão evidente na vida das pessoas. Mas, quando alguém procura por
um procedimento estético, qual porta está querendo abrir? O que de fato ele quer
expressar através da imagem?
“Pessoas & Estética”, lançamento pela Umanos Editora, aborda vários temas sobre
procedimentos e tratamentos estéticos de forma simples e de fácil compreensão. Propõe
despertar no leitor um novo olhar para si mesmo, para sua beleza interior e exterior através
de experiências com o universo da elegância.
O mundo da estética é dinâmico, deslumbrante e atemporal; e o setor da beleza é
praticamente inabalável. O tempo passa rápido e não há espaço para oportunidades
perdidas. Por isso, as pessoas buscam o que é belo em algum momento da vida, enfrentam
no dia a dia obstáculos para alcançá-lo, e, muitas vezes, sentem-se frustradas e perdidas
em meio a tantas informações imprecisas.
O livro foi escrito por uma equipe de profissionais de diferentes especialidades -
odontologia, farmácia, estetocosmetologia, maquiagem e cabelo, que se reuniu para
oferecer ao leitor através da escrita, abordagens sobre técnicas, orientações e
procedimentos diferentes, subsídios para soluções voltadas para os cuidados pessoais.
Dentre uma série de assuntos e procedimentos, a obra traz abordagens sobre os
benefícios da harmonização facial, os fenômenos, cores e manchas da pele, óleos e aroma,
a estética do sorriso. Além da arte da maquiagem, dos pincéis e da beleza dos cabelos, tudo
a favor do bem-estar.
Trata-se de uma leitura que estimula o leitor a assumir o controle da própria beleza,
elaborar planos que o ajudará a realizar desde pequenos ajustes a revolucionar mudanças
necessárias para esbanjar encanto. É uma contribuição através da escrita para entender
melhor como a estética pode beneficiar e aumentar a segurança e autoconfiança; e perceber
como ela essencial na vida das pessoas.

Sobre a organização da obra:
O livro, com 10 coautores, é organizado pela esteticista Ariela Leite; e
a cabelereira Renilda Arruda, também coautoras. E, pelo psicólogo e
jornalista, Jair Donato.
Serviço:
Título do livro: “Pessoas & Estética”;
Páginas: 132 / Edição: 1ª / Preço: de capa R$ 50,00 (no lançamento);
Formato: 15,5x22,5cm / Categoria: beleza; estética; cuidados;
maquiagem; odontologia - Aspectos estéticos; promoção da saúde.
Lançamento: Umanos Editora, Cuiabá: 2021 –
Site: www.umanoseditora.com.br

Assessoria:

NELITON GOIS
Diretor de Marketing - Umanos Editora
Cel: (65) 9 9629-3453 / E-mail: [email protected]


Websérie e livro homenageiam fundadores de grupo de siriri de Chapada dos Guimarães

Reconhecidos pelo trabalho de fortalecimento e difusão do cururu e siriri em Chapada dos Guimarães, o casal Deijanil Maria do Nascimento e Pedro Boaventura da Silva será homenageado em uma websérie e um livro desenvolvidos com recursos do edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

As obras trazem uma retrospectiva do trabalho realizado pelos fundadores do Grupo Folclórico Siriri Patucha, bem como o reconhecimento pela valorização da cultura popular no município. O lançamento será na segunda-feira (29.11), às 19h, na Casa da Quineira, em Chapada dos Guimarães.

O projeto ‘Aos mestres com carinho’ foi selecionado no edital, desenvolvido a partir da Lei Aldir Blanc. No dia 01 de dezembro ocorre a exibição pública da websérie, na Câmara Municipal de Vereadores de Chapada dos Guimarães, às 19h. O material, que conta com 10 episódios, também ficará disponível no youtube.

Grupo Folclórico Siriri Patucha
Créditos: Divulgação

Proposto pela incubadora de negócios Pedaço do Mundo Hub, coordenado por Eliana Muxfeldt e Idineia Bressan, o projeto possui um instagram (@mestresculturaismt), onde há informações e contato do grupo.  

“O Patucha representa muito mais que um grupo de dança tradicional mato-grossense, foi e continua sendo um espaço afetivo que impactou positivamente a vida de inúmeros jovens, que cresceram em um contexto de união, pertencimento, integração, responsabilidade, amizade e respeito. E esse impacto se deve à dedicação do professor Pedrinho e Deja, como são chamados carinhosamente os homenageados”, descreve o texto de divulgação na mídia social.

O nome Patucha é uma sigla de Panorama Turístico de Chapada, termo que, na década de 70, era usado em um clube onde o siriri era uma das atrações. Nos 20 anos de história, o Grupo Folclórico Patucha fez apresentações em várias cidades de Mato Grosso, além de marcar presença em eventos para turistas, no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá.  

Conexão Mestres da Cultura

O edital surgiu para compartilhar os saberes e fazeres artísticos e culturais do estado, reconhecendo o trabalho desenvolvido por pessoas impactaram a cultura mato-grossense, considerando sua contribuição para o fortalecimento da cultura do estado e sua importância para a comunidade que atua.


Feira Cultural Quilombola - Mata Cavalo de Cima

Motivados pela data comemorativa de Zumbi de Palmares e da Consciência Negra, 20 de novembro, instituído pela Lei 12.519 de 2011, a comunidade quilombola do Mata Cavalo de Cima, em Nossa Senhora do Livramento, distante 42 quilômetros de Cuiabá, fez a Exposição dos produtos confeccionados nos cursos e oficinas de outubro e novembro.

Leonice Espirito Santo, ceramista experiente, dividiu seus conhecimentos com as mulheres quilombolas da comunidade e descobriu que a argila local é excelente matéria prima para confecção de vasos, pratos, copos, bandejas, objetos decorativos e se necessário também para telhas e tijolos. Leonice falou do seu desejo: “sonho que a Comunidade de Mata Cavalo se tornar um polo de cerâmica”.

As oficinas, capacitaram as novas artesãs a exprimirem sua criatividade, num movimento de conhecimento, autoconhecimento e auto estima. Representatividade e empreendorismo devem caminhar juntos finaliza a  professora Lemarcia Silva

Ao se capacitarem para novas atividades produtivas, gera-se novas fontes de trabalho e renda, modificando a auto imagem de cada uma das praticantes do artesanato com argila, tecidos, frutas, palhas, sementes e castanhas.

Mas nem só de barro se faz arte. Bolsas, carteiras, turbantes, bijuterias, doces artesanais com as frutas ali produzidas, sabonetes, peneiras, abanadores, óleos de mamona e coco, pomadas com ervas tradicionais, foram um exercício de sororidade, onde juntas as mulheres caminham em direção ao fazer, ao verem-se como capazes, protagonistas da própria cultura, do próprio saber e do fazer.

Zulmira Lúcio idealizadora do projeto, sente-se realizada com os resultados e comemora com Laura Ferreira as novas vertentes de atividade que se abriram com este evento, com geração de renda e sentimento de independência financeira, que se traduz numa auto estima coletiva, onde os dias vagos e ociosos agora se transformam em atividade produtiva, economicamente viável e com variados produtos colocados no mercado.

Além dos aspectos econômicos acima, também a alegria se apresentou para a comunidade, na foram de danças de Siriri, carimbó e afro, enaltecendo as origens africanas da comunidade que vê no presente a continuidade das lutas pela igualdade racial, econômica e social, num lento processo de mudanças históricas onde o racismo estrutural vai sendo dissolvido com o crescimento de atitudes e posturas construtivas de uma realidade mais igualitária para todos.

Laura ao falar sobre o dia da consciência negra enalteceu a historicidade da data, a identidade e os aspectos socioculturais do povo quilombola. Ressaltou os conhecimentos, os fazeres ancestrais ricos múltiplos devem ser apropriados, produzidos e comercializados pela comunidade.  


Primeiro Prêmio Tereza de Benguela


Lista completa de indicadas para a curadoria Prêmio Tereza de Benguela

Cientista Destaque; Projetos Inovadores Afro Cultura; Cultura e Arte; Política; Ativista; Líder Equidade Racial; Afroempreendedorismo Destaque; Quilombola Griot; Axé Terreiros; Jovem Tereza Destaque; Resistência; Líder Coletivo; Liderança Quilombola Destaque; Ativistas do Direito; Atuação negra LGBTQI A+; Ancestralidade; Jovem Produtora Cultural – Áudio Visual; Música Afro; Artes Visuais; Mulher Política em Terras Quilombolas; Atuação intergeracional; Produção Coletiva de Literatura Negra em Matogrosso.

 

  1. Cientista Destaque:

 

Franciléia Paula de Castro - Fran Paula: engenheira agrônoma, ativista, pesquisadora em agroecologia em Mato Grosso, quilombola; mestre e doutoranda em Ciências da Terra. (Cáceres/MT);

Maria Juceni: cientista, trabalho com foco em animais de grande porte, graduada em veterinária e jovem cientista (São José dos Quatro Marcos/MT);

Zizele Ferreira: professora, doutoranda e pesquisadora em questões étnico-raciais pelo Nepre/UFMT, e membra do Coletivo Negro Universitário/UFMT- Campus Cuiabá (Cuiabá/MT);

Benedita Rosa da Costa: professora, doutoranda e pesquisadora das questões étnico-raciais pelo Nepre/UFMT (Poconé/MT).

  1. Projetos Inovadores Afro Cultura:

 

Black-Rainhas - Géssica Pereira: estudante de Letras, na UNEMAT, empreende, há quase três anos, por meio de uma loja virtual no Instagram, moda afro e acessórios; entrega por meio afro-bike (Cáceres/MT);

Coletivo Negro Universitário da UFMT- campus Cuiabá-MT: coletivo de formação sobre relações raciais brasileira, com enfoque nas vivências acadêmicas da UFMT (Cuiabá/MT);

Negra/ UNEMAT: projeto acadêmico Núcleo de Estudos sobre Educação, Gênero, Raça e Alteridade (Cáceres/MT);

Pacha Ana - rapper, poetisa, multiartista mato-grossense (Cuiabá/MT);

Naiane Gonçalves - trabalho artístico com ênfase em cenografia e figurino (Cuiabá/MT).

 

  1. Cultura e Arte:

 

André de Lucca - Almerinda Mulher Negra: personagem criada pelo artista e dramaturgo André de Lucca que aborda críticas políticas e sociais (Cuiabá/MT);

Danielle Souza Gabriel – Dani Souziel: atriz negra, formada na primeira turma da MT Escola de Teatro, atuou na peça Encardidos vencedora do 12º Festival em Primavera do Leste. (Cuiabá/MT);

Janete Manacá: escritora, poeta, atriz, integrante do Coletivo Literário Maria Taquara, graduada em filosofia pela UFMT. (Cuiabá/MT);

Juçara Naccioli: teatróloga, atriz, poeta, contista, co-fundadora do Coletivo Literário Maria Taquara. (Cuiabá/MT);

Luciene Carvalho: escritora, poetisa e membro da Academia Mato-Grossense de Letras (Cuiabá/MT).

 

  1. Política:

 

Maria das Neves: 1ª Mulher negra vereadora em Vila Bela da Santíssima Trindade/MT;

Mazéh Silva: 1ª mulher negra vereadora em Cáceres/MT;

Graciele Marques dos Santos: mulher negra vereadora por Sinop/MT;

Edna Sampaio: eleita como vereadora por Cuiabá/MT;

Soenil Clarinda de Sales: mestre pelo IFMT, professora da rede estadual e municipal do município de Poconé, é descendente de quilombo da Comunidade Mortinhos, participa dos movimentos sociais, membro do Movimento Negro Unificado, atualmente está como vice-prefeita do município de Poconé/MT.

 

  1. Ativista:

Jacy Proença: escritora, poeta e produtora cultural, militante do movimento negro e de mulheres, presidiu a Câmara Setorial Temática da Mulher na ALMT, conselheira da CDIR OAB MT e do Singtur, vice-prefeita de Cuiabá e a primeira gerente de Quilombos da Seppir- Presidência da República. (Cuiabá/MT);

Roberta Chica: Advogada, Presidente Comissão de Direito e Igualdade Racial da OAB/MT (Cuiabá/MT);

Thais Silva: superintendente PCD - pessoa com deficiência (Cuiabá/MT);

Elis Regina Prates: assistente social, secretária adjunta da Mulher (Cuiabá/MT);

Czarina Farias de Brito: assistente social em Vila Bela, militante e atuante na defesa das tradições quilombolas e presidente do Fórum das Entidades negras da cidade. (Vila Bela da Santíssima Trindade/MT);

Paula Mendes: ativista e membra do Coletivo de Mulheres Negras de Cáceres (Cáceres/MT);

 

  1. Líder Equidade Racial:

 

Manuela de Arruda: professora de Pontes e Lacerda/MT;

Miriam Cida: professora em Vila Bela da Santíssima Trindade/MT;

Gonçalina Almeida: professora no Quilombo Mata Cavalo de Cima. (Nossa Senhora do Livramento/MT);

Josileide Marla Medeiro: professora de Primavera do Leste/MT;

Júlia Rodrigues Nunes Café: professora em Primavera do Leste e Cuiabá/MT.

 

  1. Afroempreendedorismo Destaque:

 

Vivian Fashion: Espaço Afro (Cuiabá/MT)

Diela Tamba Nhaque: Diela Tranças (Cuiabá/MT);

Silviane Ramos: Tabuleiro da Perola Negra (Cuiabá/MT);

Thais de Oliveira Silva: Coisas de Vilabelense (Vila Bela da Santíssima Trindade/MT);

 

  1. Quilombola Griôt:

 

Tia Góia - Gregória Marques Ramos. (Vila Bela da Santíssima Trindade/MT);

Vó Francisca - Francisca Correa da Costa. (Chapada dos Guimarães/MT);

Vó Betinha- Benedita Auxiliadora de Abreu. (Cuiabá/MT).

 

 

  1. Axé terreiros:

Maria José da Silva Matos: Tenda Umbandista Centro Espirita Pai Jeremias - Dom Aquino (Cuiabá/MT);

Carla dos Passos: Centro Espirita Caboclo Flecheiro. (Cuiabá/MT);

Onirce Santana de Arruda: Sacerdotisa do Centro Espirita Nossa Senhora da Glória no Distrito da Guia. (Cuiabá/MT);

Regina Cancio: Vale de Santa Sara- CECJ. (Cuiabá/MT)

 

  1. Jovem Tereza Destaque:

 

Nauara Coelho: co-fundadora do Quariterê e a jovem negra mais nova a tirar OAB no Brasil. (Vila Bela da Santíssima Trindade/MT);

Rayane Vitória da Silva: jovem fotografa, premiada no Salão Jovem Arte 2021 - Terceiro Lugar em fotografia; quilombola da comunidade do Ribeirão da Mutuca (Nossa Senhora do Livramento/MT);

Lupita Amorim: multiartista e coordenadora do Coletivo Negro Universitário/UFMT- Campus Cuiabá (Várzea Grande/MT);

Karen Santos Arruda: CENSG - Distrito da Guia em Cuiabá/MT;

Beatriz Santos dos Passos: estudante de jornalismo na UFMT, participa do Coletivo Negro Universitário, praticante de religião de matriz africana, candomblé de nação ketu no Ile Okowoo Asè Iya Lomin'Osa. Integrante do Selo ITAN.  

 

  1. Resistência:

 

Mazéh Silva: vereadora em Cáceres/MT;

Bernardina Silva Coelho: Parteira mais antiga viva em Vila Bela da Santíssima Trindade/MT;

Francisca Bernardina Sales da Silva: dançarina afro, integrante do grupo de dança Ayoluwa. (Cuiabá/MT);

Luila de Amorim Araújo: CENSG- Novo Terceiro- reza cantada (Cuiabá/MT);

Benedita Xuxa: atriz negra. (Cuiabá/MT).

 

  1. Líder Coletivo:

 

Edna Sampaio: vereadora por Cuiabá /MT;

Mazéh Silva: vereadora em Cáceres/MT;

Graciele Marques dos Santos: vereadora por Sinop/MT;

Silviane Ramos: professora, afroempreendora e escritora. (Cuiabá/MT);

Antonieta Luísa da Costa: educadora, militante movimento Negro. (Cuiabá/MT);

Elis Regina Prates: assistente social, secretária adjunta da Mulher (Cuiabá/MT);

Laura Ferreira da Silva: líder quilombola comunidade Ribeirão do Mutuca. (Nossa Senhora do Livramento/MT).

 

  1. Liderança quilombola destaque:

 

Laura Ferreira da Silva: líder quilombola comunidade Ribeirão do Mutuca. (Nossa Senhora do Livramento/MT).

Vanda Alves da Silva: líder quilombola comunidade Negra Rural Jejum. (Poconé/MT);

Luciana França: líder quilombola em Barra do Bugres/MT;

Maria Dalva de Campos: líder quilombola Pita Canudos (Cáceres/MT)   

 

  1. Ativistas do Direito:

 

Naryanne Ramos: advogada do CONAQ- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Cuiabá/MT);

Sara Silva: advogada especialista em direitos humanos, mestranda em política social pela UFMT. (Cáceres/MT);

Aretusa Aparecida Francisca Moreira Baiocco: advogada (Pontes e Lacerda/MT).

 

 

  1. Atuação negra LGBTQIA+:

 

Lupita Amorim: multiartista e coordenadora do Coletivo Negro Universitário/UFMT- Campus Cuiabá (Várzea Grande/MT);

Sofie Silva Campos: cantora negra (Cuiabá/MT);

Hend Santana: cantora, modelo, performer, atriz e comunicadora. (Cuiabá/MT).

 

  1. Ancestralidade:

 

Vó Francisca Correa da Costa: 107 anos, benzedeira e parteira. (Chapada dos Guimarães/MT);

Eulalia da Silva Soares: Culinária cuiabana, bolo de Arroz mais famoso de Cuiabá /MT;

Maria Pinto: 99 anos, benzedeira e saberes ancestrais

Francisca Bernardina Sales da Silva: dançarina afro, integrante do grupo de dança Ayoluwa. (Cuiabá/MT);

 

  1. Jovem Produtora cultural – Áudio Visual:

 

Naiane Gonçalves - trabalho artístico com ênfase em cenografia e figurino (Cuiabá/MT);

Pacha Ana - rapper, poetisa, multiartista mato-grossense (Cuiabá/MT);

Géssica Pereira: estudante universitária, empreendedora afro, moda afro e acessórios (Cáceres/MT);

Juliana Segóvia: produtora e editora audiovisual, integrante do coletivo Quariterê (Cuiabá/MT);

Isabella Ferreira: editora audiovisual (Cuiabá/MT)

Jackeline Silva: afroprodutora na IAIÁ produções e projetos. (Cuiabá/MT)

 

 

  1. Música Afro:

 

Azuila- Azul- Cuiabá/MT

Patcha Ana- Rondonópolis /Cuiabá/MT

Juliane Grisólia- Cuiabá/MT

Mariana Borealis – Cuiabá/MT

 

  1. Artes visuais:

Cristina Soares – Cuiabá/MT

Paty Wolff – Cuiabá/MT

Elaine Fogaça – Nova Olimpia/ Cuiabá/MT

Carina Valeria – Nossa Senhora do Livramento/MT

 

 

 

  1. Mulher Política em Terras Quilombolas

Soenil Clarinda de Sales - Mestre em Ensino pelo Ifmt, professora da rede estadual e municipal do município de Poconé, é descendente do quilombo da Comunidade Mortinhos, participa dos movimentos sociais, membro do Movimento Negro Unificado, atualmente está como vice prefeita do município de Poconé/MT.

Maria das Neves – Vila Bela da Santíssima Trindade/MT;

Gonçalina Almeida – Nossa Senhora do Livramento/MT;

Laura Ferreira Silva - (Nossa Senhora do Livramento/MT).

 

 

21 Atuação intergeracional

Nega Mary – Tangara da Serra/MT

Antonieta Luísa da Costa – Cuiabá/MT

Prof. Dra. Cândida Soares da Costa -UFMT

Prof. Dra. Ângela Maria dos Santos – Nepre/UFMT

Prof. Dra. Marinei Almeida – Unemat Campus Cáceres/MT 

 

22 Produção Coletiva de Literatura Negra em Matogrosso

Coletivo Selo itan – Abayomi Jamila (Daiane Silva dos Santos) - Rondonópolis/Cuiabá/MT

Ruido Manifesto – Cuiabá/MT

Coletivo Maria Taquara – Cuiabá/MT

Feslin – Helenice Faria - Sinop/MT

 

Essa premiação é um marco histórico para ocupamos espaços não ocupados.  AS PREMIADAS da noite receberão uma linda estatueta. A programação do evento conta ainda com a sessão solene especial de monções e também de honraria ancestral.  Haverá um lindo show com a Cantora Ana Cacimba e performance no Hall do Teatro Zulmira Canavarros. Um delicioso coquetel para comemorarmos esse dia histórico de e para com nossa ancestralidade.


Programação Sessão Solene do dia 18 de Novembro e 1º Prêmio Tereza de Benguela

Programação Sessão Solene do dia 18 de Novembro e 1º Prêmio Tereza
de Benguela

Abertura às 19:00h
Exposição no Hall de entrada do teatro
“As faces de Tereza de Benguela” por Gilda Portella
“Processos nossos de cada dia” por Rayane Silva
19:20h Performance com Day Irê
19:25h Rainha do Carnaval entrada com Izy Silva
19:40h Almerinda que convida a todos a caminhar no tapete vermelho da
Rainha Tereza
20:00h Cerimonial com Ana Cacimba/ Almerinda e Jeferson Bertoloti
Sessão Solene / Moções de aplauso
Entrega da Premiação
21:00h Pocket Show performático com Ana Cacimba
Coquetel de encerramento no Hall de entrada ao som da bateria.

 


Mata Cavalo de Cima, em Nossa Senhora do Livramento, convida para Feira Cultural Quilombola

O coletivo das quilombolas do Mata Cavalo de Cima, em Nossa Senhora do Livramento, a 42 quilômetros de Cuiabá, em parceria com a SECEL-MT - Secretaria de Estado Cultura Esporte e Lazer, pelo “MT Nascente,” com o projeto: Muxirum dos Saberes Tradicionais das Mulheres do Quilombo Mata Cavalo de Cima, realizou as oficinas ocorreram de setembro à novembro.

Foram realizadas as seguintes oficinas: capoeira com a facilitadora Elizabete Espirito Santo com colaboração do capoeirista Aparecido; fabricação de doces caseiro com a oficineira Anísia Ferreira de Jesus Silva, com auxílio de Narcisa Ferreira da Silva; a fabricação de óleo de mamona e óleo de coco babaçu, teve como oficineiro Junior, com cooperação de Ylidia Maria dos Santos.  O artesanato com folha de babaçu foi ensinado pela facilitadora Leonice Rosa da Silva. A modelagem de peças e acessórios de barro foi com a ceramista Leonice do Espírito Santo. O corte e costura foi ministrado por Maria Helena da Silva e Souza Costa.

Em novembro teve as oficinas de: bijuterias; ervas medicinais e rezas; musicalização com a viola de cocho e ganzá, dança de siriri e capoeira.

Com a conclusão do evento será realizada a Feira Cultural Quilombola, que será realizada no dia 20 de novembro a abertura está prevista para às 9:00 com apresentação de cultural : capoeira e  siriri além da feira onde terá artesanato, doces, turbantes, pomadas, óleos de coco, azeite de mamona entre outras coisas. Para maiores informação : Pastora Zulmira. Contamos com a participação de todos. 

 

 


Com pandemia em queda, Cuiabá começa discutir Carnaval 2022

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer iniciou nesta terça-feira (9), a debater os preparativos para o Carnaval-2022. O primeiro encontro contou com a participação de representantes de nove blocos carnavalescos e duas escolas de samba da capital. A maior  festa da cultura popular brasileira deverá ser realizada na Orla do Porto, mas a ideia é que o evento promova ainda vários pontos de festança, batizados de 'esquentas’ espalhados em bairros distintos da capital.

"Essa reunião é o pontapé inicial para retomada do carnaval 2022 e a Secretaria  de Cultura quer estabelecer uma parceria  com todos os blocos e escolas de samba porque eles são os resistentes da nossa cultura, que batalham o ano todo para apresentar para o povo a maior festa popular do nosso país. Projetamos fazer ‘esquentas’ descentralizados e discutimos também a  parte técnica para execução do projeto. Queremos essa diversão não só nos dias de Carnaval, queremos que levem alegria para os bairros o ano todo”, contou a titular da pasta, Carlina  Rabello Leite Jacob. 
Dessa primeira tratativa, definiu-se que os organizadores irão apresentar o projeto logístico em uma próxima reunião. “Juntos, vamos construir uma parceria sólida para que  possamos definir todas as situações, e que desenvolvam o lado cultural da melhor forma. Inicialmente, queremos a  Orla do Porto e os 'esquentas' estarão nos bairros. Assim, movimentaremos a cidade para a realização do Carnaval-2022 para participação de todos", comentou Carlina.

Presidente da Liga Independente dos Blocos Carnavalesco  e Escolas de Samba, Celso Gonçalo Nazário, explicou que no próximo encontro com a pasta da Cultura de Cuiabá, o projeto contendo datas, espaços e toda parte operacional para realização do Carnaval-  2022 será apresentado.

"Hoje participamos de uma primeira conversa,  com a secretária Carlina, para  verificarmos a elaboração do projeto. Queremos o Carnaval-2022 na Orla, que já é um espaço consagrado”,  concluiu. 

A Secretaria de Cultura Carlina Jacob ponderou que uma série de recomendações serão apresentadas aos participantes do evento em razão da pandemia causada pelo coronavírus. Carlina Jacob, diz ainda que o cenário epidemiológico mostra-se favorável e as determinações dos órgãos competentes no combate à doença serão respeitadas.  Ela lembra que no início deste mês, Cuiabá alcançou a vacinação de 70% da população acima de 18 anos, mais de 306 mil pessoas tomaram as duas doses ou a dose única da vacina contra o vírus.

"Esperamos que até a data do evento, mais de 90% da população esteja vacinada e que todos possamos voltar a prestigiar a maior festa popular do país. Lembrando que esse evento gera emprego e movimenta a economia da cidade", completou. 


Festa Literária do Sesc

O Sesc Mato Grosso, em parceria com o Sesc Mato Grosso do Sul, traz um evento que fomenta, potencializa e incentivas as práticas literárias em suas diversas manifestações.

De 10 a 19 de novembro acontece a Festa Literária do Sesc, com uma programação que traz apresentações, oficinas, mesas de debates, feira de livros e diversas outras atividades em cultura.

Dentro da programação da FliSesc será realizado também o lançamento da revista LE!A, a Revista Literária do Sesc, que compartilha obras de mais de 40 artistas da literatura e da ilustração, divididos em dois subtemas: “A Escrita como Memória do Futuro”, e o “Futuro como Memória da Escrita”. LE!A estimula a experiência da linguagem e possibilita aprendizados e a diversidade de ideias.

Se você gosta do universo das palavras, fique ligado em nossas redes sociais para mais informações.

Confira a programação completa:

PROGRAMAÇÃO SESC RONDONÓPOLIS
11/11 – 19h00 │Contação de Histórias – A Avó Amarela
11/11 – 20h00 │Apresentação e Debate Literário – Esses viajantes e suas historietas
12/11 – 20h00 │Contação de Histórias: Juca e Jiló
12/11 – 18h às 22h │Oficina: Escrita Criativa

13/11 – 18h00 às 21h00│Apresentação Literária: Encaixotando Histórias de Bem-bem
13/11 -13h30 às 17h30 │Oficina: Fábrica de Poemas
13/11 – 19h30 │Mesa de Debate: A palavra com seus encantos literários para a educação

PROGRAMAÇÃO SESC ARSENAL
10/11 – 19h00 │ Abertura FliSesc: O Poder da Palavra
10/11 – 19h30 │ Lançamento da Revista Le!a
10/11 – 20h00 │ Debate Literário: Memórias Escritas e Ilustradas

11/11 – 14h00 às 18h00│ Oficina: Memórias – Um disparador de narrativas ficcionais
11/11 – 15h00 │ Contação de Histórias: África de Contos e Cantos 
11/11 – 19h00 │ Contação de Histórias: Lendas Negras da Baixada Cuiabana
11/11 – 20h00 │ Debate Literário: Cinema & Arte & Literatura – Enlace de Memórias e Narrativas

12/11 – 14h00 às 18h00 │ Oficina: Escrita de Contos
12/11 – 15h00 │ Contação de Histórias: Lendas Negras da Baixada Cuiabana
12/11 – 18h00 │ Apresentação: Furiosas Máquinas Historiadoras
12/11 – 19h30 │ Debate Literário: Com a Palavra o Poeta – Poesia, Infância, Memórias e Afetos
13/11 – 16h00 │ Sarau Literário Regional
13/11 – 18h00 │ Espetáculo Narrativo: O Som que o Vento Conta
13/11 – 19h00 │ Debate Literário: Infância – Leitura & Memória Afetiva

14/11 – 16h00 │ Sarau Literário Regional
14/11 – 17h00 │ Contação de Histórias: África de Contos e Cantos
14/11 – 19h00 │ Contação de Histórias: Ninho de Mafagafos

PROGRAMAÇÃO MATO GROSSO DO SUL
17/11 – 14h00 às 18h00 │Oficina de Crônicas: O literário cotidiano
17/11 – 18h00 │Abertura Oficial FliSesc 2021 – Mesa Literária: Crônicas para Juventude
17/11 – 20h00 │Show com Iara Rennó

18/11 – 14h00 às 18h00 │Oficina Fábrica de Poema: Escrevendo com Olhos, Bocas e Mãos
18/11 – 14h00 às 18h00 │A Reinvenção do Fantástico a Partir da Confluência entre a Literatura Clássica e as Poéticas Audiovisuais Contemporâneas
18/11 – 19h30 │Lançamento da revista LE!A – Mesa Literária: Múltiplxs e Contemporânexs: Um Percurso pela Literatura Mato-Grossense do Norte ao Sul 
18/11 – 18h30 │O Homem do Baú: Espetáculo Contos Autorais e da Tradição Oral

19/11 – 14h00 às 18h00 │Oficina: Como Contar Histórias Utilizando Recursos Sonoros
19/11 – 19h30 │Mesa Literária – Um Ato de Verbalizar Palavras e Afetos
19/11 – 19h30 │ Espetáculo: Toda a Forma de Amor


Roberta Miranda retorna aos shows presenciais com apresentação no Tom Brasil

- Artista sobe ao palco na capital paulista para o show “My Life” no dia 20 de novembro - 

Após mais de um ano e meio longe dos shows presenciais, a eterna Rainha da Música Sertaneja, Roberta Miranda, se prepara para voltar aos palcos e encontrar seu público. A retomada já tem data marcada e acontecerá no dia 20 de novembro em São Paulo, no Tom Brasil, onde a artista apresenta o espetáculo “My Life”.

Seguindo todos os protocolos de segurança contra a COVID19, Roberta Miranda mostra em “My Life” sua trajetória de sucesso desde os tempos de crooner até ser consagrada pelo público a rainha da música sertaneja. Entre histórias e canções, interpreta de “Cálice” (Chico Buarque de Holanda) até o maior hino da sua carreira “Majestade o Sabiá”. A direção é de Jorge Farjalla.

“Estou bastante emocionada em voltar aos palcos em uma das casas de espetáculos que mais amo, que é o Tom Brasil. Será um show lindíssimo, contando toda minha história e estou contando os dias para reencontrar meus fãs que são meus tesouros!!!”, conta a artista que pela primeira vez irá cantar em um show o single “Bom Dia Minha Terra”. Lançada no período da pandemia, a canção foi considerada o novo hino do agronegócio por especialistas do setor.

Roberta Miranda no Tom Brasil
SERVIÇO
Data: 20 de novembro (sábado)
Horário: 22h00
Local: Tom Brasil
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio – São Paulo/SP
Classificação etária: 16 anos
Informações e vendas: www.grupotombrasil.com.br/roberta_miranda/  e
https://www.eventim.com.br/

Para saber mais e acompanhar todas as novidades, acesse: www.robertamiranda.com.br.
Facebook: RobertaMirandaOficial
Instagram: robertamiranda
YouTube: RobertaMirandaRM
Twitter: @RobertaMiranda1

Telefone para shows: (11) 9-6862-4792- Ricardo Miranda #blueworkeventos


 


Novembro segue com oficinas de Saberes Quilombolas

 

As Mulheres Quilombolas da Comunidade Mata Cavalo de Cima e comunidades quilombolas circunvizinhos – Território do Mata Cavalo, consideram positivos os resultados do Muxirum dos Saberes Tradicionais das Quilombolas.

O coletivo das quilombolas do Mata Cavalo de Cima, em Nossa Senhora do Livramento, a 42 quilômetros de Cuiabá, em parceria com a SECEL-MT - Secretaria de Estado Cultura Esporte e Lazer, pelo “MT Nascente,” com o projeto: Muxirum dos Saberes Tradicionais das Mulheres do Quilombo Mata Cavalo de Cima, as oficinas ocorrerão de 18 de Setembro a 20 de novembro.

Já foram realizadas as seguintes oficinas: capoeira com a facilitadora Elizabete Espirito Santo com colaboração do capoeirista Aparecido; fabricação de doces caseiro com a oficineira Anísia Ferreira de Jesus Silva, com auxílio de Narcisa Ferreira da Silva; a fabricação de óleo de mamona e óleo de coco babaçu, teve como oficineiro Junior, com cooperação de Ylidia Maria dos Santos.  O artesanato com folha de babaçu foi ensinado pela facilitadora Leonice Rosa da Silva. A modelagem de peças e acessórios de barro foi com a ceramista Leonice do Espírito Santo. O corte e costura foi ministrado por Maria Helena da Silva e Souza Costa.

Em outubro haverá oficinas de: bijuterias; ervas medicinais e rezas; musicalização com a viola de cocho e ganzá, dança de siriri e capoeira. No dia da Consciência Negra (20-11) será concluído o projeto com exposição e venda dos produtos confeccionados na realização das oficinas.

A líder quilombola Laura Ferreira da Silva menciona a importância da realização das oficinas, para o bem viver quilombola, onde, os saberes e fazeres são fundamentais dentro do processo, além de dar visibilidade e o fortalecimento da comunidade. E todas as atividades, visa contribuir na complementação da renda familiar, na medida que as pessoas coloquem em prática todos os conhecimentos adquiridos com as oficinas.

Para a oficineira de corte e costura Maria Helena da Silva, de 49 anos: “a confecção dos turbantes ė importante para resgatar a cultura e origem das mulheres quilombolas. E as sacolas retornáveis protegem o meio ambiente, evitando uso de plástico. Trabalhando em casa, com máquina simples, os produtos como sacolas e turbantes podem ser vendidos. Gerando trabalho e renda. Levei conhecimento, mas houve troca de aprendizagem. Agora na prática, já estão criando novos modelos, expressando criatividade, exercitando independência. Fiquei feliz de estar com elas”.

 

Maria Helena, de origem quilombola, observa experiência positiva das oficinas, pois o trabalho coletivo fortalece e une a associação de mulheres. Vê novas oportunidades surgindo para o grupo: “Também sou da origem Quilombola, aqui do Mata Cavalo e após minha mãe, sou daquarta geração, aprendi amar, cuidar, ter carinho por este povo. Estou feliz por ter levado o conhecimento. Se houver dedicação surgirá uma profissional. Para mim uma benção, poder compartilhar minha técnica e creio com gratidão que o tempo trará oportunidade de outras oficinas.”

A artista e ceramista Leonice do Espirito Santo ensinou modelagem em cerâmica no Mata Cavalo de Cima. Onde: ‘fizemos peças do cotidiano: xícaras, bule, moringa, panelas e pequenos potes. Uma iniciação na cerâmica e com a prática se torna ofício com renda familiar. Ensinamos o básico e cada aprendiz vai na prática diária buscar o aperfeiçoamento.”

Leonice descobriu que na área quilombola existe variedade de argila, a matéria prima da cerâmica: “é que não precisarão comprar por que cada uma encontra em sua propriedade. A professora observa que ensinando o mesmo processo de forma igual a todas, o produto final nunca é igual porque no contato com o barro se resgata uma memória ancestral.”

Para a professora quilombola Lemarcia Ferreira da Silva a importância das oficinas no quilombo Mata Cavalo de Cima: “é uma oportunidade em desenvolver um aprendizado contínuo. As oficinas possibilitam a ampliação de conhecimentos, práticas e saberes quilombolas; exercitar a mente e o bem estar das mulheres quilombolas, oportunizando novos desenvolvimentos; promove o conviver em coletividade, aumentando a auto estima, confiança e desejo em colocar em prática os novos saberes. Reafirmando nossa sobrevivência (lutas e resistências) e sustento. Conviver em oficinas de aprendizado, é experiência e inovação de empoderamento.

As professoras do evento relatam o contentamento das aprendizes em se verem como agentes produtivos em uma sociedade competitiva e monetarizada, onde o poder financeiro abre oportunidades de crescimento para elas e seus descendentes.

 

 


Mixurum dos Saberes Tradicionais das Quilombolas do “Mata Cavalo”.

O coletivo das mulheres quilombolas do complexo do Quilombo Mata Cavalo, localizado em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, foi contemplado pela SECEL-MT- (Secretaria de Estado da Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso), através do “MT Nascente,” com o projeto: Mixurum dos saberes tradicionais das mulheres quilombolas do “Mata Cavalo de Cima”.

   O coletivo de mulheres da comunidade de Mata Cavalo de Cima, darão continuidade às atividades com materiais do próprio bioma local (cerrado e pantanal) tais como: folha de babaçu, coco de babaçu, argila, sementes de mamonas, frutas típicas da região, mamão, goiaba e mandioca.

Os cursos serão gratuitos, ministrados por membros da comunidade, ensinando e incentivando a confecção de produtos regionais:  óleo de mamona, óleo de coco de babaçu; fabricação de doces de mamão, goiaba, caju etc; a oficina de corte e costura vai replicar vestimentas e turbantes afro; a oficina de musicalização será com a viola de cocho, ganzá, e a bruaca; na área da saúde integrativa, haverá curso de ervas medicinas utilizadas tradicionalmente e rezas cantadas.

 A grande meta é a transmissão e a circulações dos Saberes e Fazeres das Mulheres do Território Quilombolas de Mata Cavalo de Cima, repassando e salvaguardando os modos de viver, trabalhar, preparar os alimentos, de rezar, de cantar e dançar. Já o relacionar-se com a natureza ganha dimensão de universalidade e de eco sustentabilidade.

As tradições quilombolas, tidas como saberes populares, nesta apreciação pedagógica, serão resignificados no status de uma cultural rica e diversificada. Sensibilizar a nova geração quilombola a aprender a arte desses ofícios é fundamental para revalorizar e enaltecer saberes e fazeres quilombolas.

Para confeccionar esses produtos quilombolas é necessário a parceria-fomento dos órgãos governamentais, a sensibilização da comunidade, através da educação para mudar a mentalidade para consumir produtos agroecológicos, naturais, no viés do consumo consciente.  

                                            As oficinas e demais ações desse projeto atende jovens, adultos e melhor idade, com acréscimo de renda, para manter e garantir a permanência no quilombo. Parte da juventude da comunidade emigra para centros maiores, buscando oportunidade profissionais e meios de renda, abandonando a zona rural.

             Produzir e comercializar os produtos regionais, artísticos e culturais, mostra aos participantes das oficinas o caminho da renda, com melhoria em sua qualidade de vida. Gerar trabalho, renda, incentivar a cultura local e reverenciar o passado para a proponente do projeto Zulmira Maria Lucio, presidente da Associação de Mulheres Quilombola da Comunidade de Mata Cavalo de Cima destaca: “que atenderemos toda faixa etária das comunidades, pois têm grande demanda; pessoas vulneráveis economicamente e com este incentivo vão continuar suas atividades na localidade”.

O Projeto insere na sociedade comercialmente ativa, os produtos confeccionados pelos remanescentes de escravizados do Quilombo Mata Cavalo, trazendo valorização da cultura dos afrodescendentes, observada no ambiente de ensino aprendizagem, e vivenciam o reconhecimento de si mesmo, com um novo olhar, vendo-se como pertencentes ao povo da diáspora africana; que hoje são também o povo brasileiro.

A inclusão social e econômica das comunidades quilombolas ao alcance de todos oportuniza o direito à cidadania, o aumento do mercado dos bens culturais e o direcionando dos lucros do turismo para de artesãos quilombolas é um desejo nosso destaca Laura Silva líder quilombola da Comunidade Ribeirão do Mutuca.

O fortalecimento da produção cultural, dá aos quilombolas, caminhos para geração de renda, para produção e venda das suas artes. Laura Silva afirma: “sabemos que a diversidade cultural e gastronômica, a criatividade, originalidade dos produtos quilombolas são atrativos para o turismo cultural.

 

 

Atividades:

 

Oficina de Penteado Afro.

Oficina de doce caseiro.

Oficina de Confecção de artesanato. (Material folha de babaçu)

Oficina de Peças e acessórios de barro.

Oficina de Confecção de Corte de Costura. (turbante, saia, blusa, camisetas e acessórios afro.)

Oficina de Produção de óleo de mamona e babaçu.

Oficina de Ervas medicinais.

Oficina de Maquiagem Afro.

Oficina de musicalização da Viola de Cocho e Ganzá.

Oficina de capoeira.

Oficina de Dança de Siriri - capacitação em cênicas. (dança e teatro)

Oficina Palestras-diálogos arte-educativas sobre temas referentes ao universo afrodescendente e os desafios da comunidade.

Oficina sobre Prevenção da saúde Negra Quilombola. (Mapeamento sobre saúde negra.)

Exposição dos produtos confeccionados no projeto.

 

 


LANÇAMENTO VIRTUAL DO PRIMEIRO LIVRO DE PATY WOLFF 16/07

Paty Wolff lança, em live, livro juvenil com a temática da liberdade das pessoas negras.
 

Em roda de conversa virtual, escritora e ilustradora receberá duas historiadoras negras

 
A escritora e artista visual Paty Wolff lança, nesta sexta-feira (16), o livro juvenil “Como pássaros no céu de Aruanda”, em live, às 15h30 (horário de Cuiabá), pelo Facebook da Biblioteca Estevão de Mendonça (https://fb.com/bibliotecamt). A obra de estreia de Paty na literatura foi publicada pela Editora Entrelinhas.
 
O livro conta com ilustrações de Paty Wolff, veterana nas artes plásticas, que busca, nas diversas poéticas, trabalhar a temática negra. Paty foi uma das escritoras reveladas pelo Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense, realizado em 2019 pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT).
 
“O título reflete o anseio que atravessa todas as personagens por liberdade, seja ela física, de pensamento, seja de livre ser, como a liberdade de ter o cabelo afro. Poder existir, neste mundo, em corpos com mais melanina”, revela Paty e assevera: “É um livro que retrata as dores dos quilombos e a luta por igualdade social”.
 
 
 
A autora receberá na live, uma proposta de roda de conversa virtual, Silviane Ramos e Gilda Portella, ambas historiadoras, que também fazem literatura sobre o empoderamento da população negra.
 
Além do bate-papo com as convidadas, a live terá outras interações e algumas surpresas. O interessado também pode assistir à retransmissão pelo canal do Youtube LABO arte#duBrasil (https://www.youtube.com/c/laboartedubrasil), da Revista Eletrônica LABO Plural Singular de São Paulo.
 
Dentre os apoiadores da iniciativa, está a Assembleia Social, que produziu um mini-documentário' sobre o livro e as entregas, com leituras de trechos por convidados, no palco do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. O material já está com a escritora e, em agosto, será veiculado na TV Assembleia, no novo programa Cultura em Movimento. “Estaremos sempre de braços abertos para incentivar obras que agreguem luta por justiça social e pluralidade cultural”, comenta a diretora do braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Daniella Paula Oliveira.
 

Serviço

Lançamento on-line do livro “Como pássaros no céu de Aruanda”, de Paty Wolff
Data: Sexta-feira (16), às 15h30 (horário de Cuiabá)
Local: Facebook da Biblioteca Estevão de Mendonça https://fb.com/bibliotecamt

 


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